A atividade online de cada um (ou a ausência dela) pode oferecer um retrato fiel - e muitas vezes não intencional - do bem-estar mental. O tipo de publicações e a sua frequência costumam revelar mais detalhes sobre a personalidade do que as próprias palavras veiculadas na mensagem.

Um estudo realizado pela Universidade Brunel, do Reino Unido, com 555 utilizadores do Facebook, mostrou que os mais extrovertidos tendem a publicar mais sobre as suas atividades sociais e sobre o seu dia-a-dia. Já os indivíduos com baixa auto-estima acabam por publicar mais informação sobre os seus parceiros, amigos ou colegas.

Já pessoas com traços de neurose podem usar o Facebook para validação e captação de atenção, enquanto as mais narcisistas usam o seu status para exibir as suas conquistas ou discorrer sobre a sua dieta ou atividade física, escreve a BBC.

Outra investigação realizada nos Estados Unidos sugere que pessoas que publicam muitas selfies são, em geral, mais narcisistas e psicopatas, enquanto as que manipulam as fotos digitalmente tendem a ter menor auto estima.

Qualquer pessoa que já publicou um desabafo no Facebook sabe que as redes sociais podem servir para autoterapia. Mas será que isso ajuda a resolver os problemas?

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Várias plataformas e grupos de estudo começam a desenvolver ferramentas com o intuito de obter cada vez mais informação sobre o comportamento social dos utilizadores. O Instituto Black Dog, na Austrália, conduziu um estudo através do computador que controlou durante dois meses "tweets" com palavras ou expressões ligadas ao suicídio. As mensagens mais preocupantes eram selecionadas para análise.

Por outro lado, a falta de envolvimento em redes sociais também pode indiciar problemas de saúde mental. Um estudo australiano está a mapear os padrões da conectividade social para perceber em que situações as pessoas interagem menos ou se mantêm à margem das conversas, sinais inequívocos de depressão.

O Hedonometer Project também está no Twitter para tentar perceber a felicidade das várias línguas. Usando textos do Twitter, de jornais e do Google Books e até títulos de filmes, estes investigadores descobriram as 10 mil palavras usadas com mais frequência em cada idioma; em seguida, pediram para que os utilizadores avaliassem esses termos numa escala de positividade e negatividade. A equipa está agora usar a mesma abordagem para analisar a felicidade média do Twitter e mostrar o impacto de eventos externos sobre as emoções, como os debates para a Presidência dos Estados Unidos (uma queda na felicidade), o divórcio de Brad Pitt e Angelina Jolie (outra queda) ou a legalização do casamento gay (aumento na felicidade).

Os investigadores estão ainda a usar a mesma técnica para examinar de que forma os níveis de felicidade são influenciados por fatores como o status socioeconómico, o local onde se vive e o grupo étnico a que se pertence.

Portanto, da próxima vez que abrir a boca nas redes sociais, pense sobre o que vai escrever e partilhar. Está a ser controlado e pode estar a revelar mais do que pensa.

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