Para as pessoas cujos rins deixaram de funcionar, o transplante é uma
alternativa à diálise que lhes pode salvar a vida. Cerca de 90% dos rins
provenientes de dadores vivos garantem uma função renal normalizada, um ano depois de terem sido
transplantados.

Para se fazer um transplante vivo de rim, há vários cuidados a seguir, alerta o especialista Fernando Nolasco, médico nefrologista e membro da Sociedade Portuguesa de Nefrologia.

«Tem de haver um estudo exaustivo do potencial dador e saber se as características imunológicas do organismo são compatíveis com o doente que irá receber o rim», refere Fernando Nolasco, adiantando ainda que «além disso, há que perceber se existe algum problema com o dador que o coloque em risco, em termos futuros, por ter dado um rim, dentro do que é previsível para os médicos», sublinha este especialista.

«Há pessoas que não reúnem condições para ser dadores por terem alguma característica que nos faz prever que, no futuro, este transplante possa não correr bem. Ao fim de um ano, é expectável que 95% dos transplantes efectuados estejam a funcionar normalmente. Mas nunca se pode garantir 100% de sucesso nestas cirurgias», revela.

Os cuidados pós-cirúrgicos do dador

«O dador tem de ser vigiado regularmente mas pode fazer a sua vida normal. Só avançamos com o transplante quando há ausência total ou praticamente total de risco para o dador. A segurança é o que nos preocupa acima de tudo. Em segundo lugar, há que avaliar se o órgão não irá fazer falta ao dador e, em terceiro lugar, temos de avaliar se o transplante vai ser útil para o receptor», diz Fernando Nolasco, alertando que, «se sentirmos que o dador tem dúvidas, o  melhor é não avançar, daí que o processo de preparação e análise seja demorado e meticulosamente seguido».

Texto: Cláudia Pinto com Fernando Nolasco (médico nefrologista e membro da Sociedade Portuguesa de Nefrologia)

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