Os meses de Verão são os maiores agressores da pele e do cabelo. Ainda que tenha cuidado com a sua pele no Verão, não pense que pode descurar esta tarefa essencial agora que as férias estão a terminar.

As baixas temperaturas do Outono e Inverno também agridem a pele. A explicação está no clima seco, no vento em excesso, na mudança repentina de temperatura.

Depois do sol, da praia e da piscina, se se olhar com atenção ao espelho, perceberá que a sua pele facial e corporal estará sem vida e pouco luminosa. A desidratação da pele no Verão é muito comum e é neste período que o organismo perde mais água. A exposição solar intensifica o envelhecimento das células da pele, tornando-a mais áspera e ressequida.

Existem vários produtos no mercado que são adequados à limpeza diária da pele. Todas as mulheres devem lavar o rosto e utilizar um creme hidratante antes de se deitarem. Diariamente. Sem esquecimentos. Por norma, as mulheres que sofrem de pele seca já têm esta rotina diária. No entanto, as agressões próprias do Verão obrigam a que os cuidados sejam ainda maiores após as férias independentemente de sofrer ou não deste problema.

Cada pessoa tem a sua especificidade de pele pelo que deverá aconselhar-se com o seu dermatologista e procurar o melhor produto para si. Hoje em dia, nesta área, a oferta de produtos é enorme e a dificuldade está na escolha. A Cosmética tem soluções baseadas em princípios activos adequados para recuperar a hidratação da sua pele! Em simultâneo, deve continuar o bom hábito de beber água. Litro e meio por dia é o mínimo recomendado. Por isso, se tem pouco hábito de beber água, “vingue-se” na fruta, na sopa, nas limonadas… e sempre que sair de casa, leve consigo uma garrafa para que esta “obrigação” não caia no esquecimento.

Da higiene à alimentação

“A pele é um órgão grande, extenso e que está muito exposto”, defende a Dr.ª Olga Xavier, Médica de Medicina Geral e Familiar. A especialista defende ainda que é também a pele que confere menos preocupação por parte das pessoas, ao contrário de outros órgãos e que a tendência deverá inverter-se. Por isso, não se esqueça de se mimar e de promover a saúde cutânea… 

A forma mais fácil e recomendada de hidratar a pele é, segundo António Picoto, presidente da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, “usar diariamente protector solar e cremes hidratantes, não fazer banhos muito prolongados ou com água muito quente, ter uma alimentação rica em água, sopas, saladas, legumes, e ingerir líquidos ao longo do dia, com moderação”.

O produto de higiene que utilizar não deve ser desengordurante. “Deverá compensar diariamente com um creme para a face e um leite para o corpo, sobretudo nas áreas de pele mais seca. As pessoas de pele muito seca, poderão beneficiar de cápsulas ricas em ácidos gama linolénicos”, informa Osvaldo Correia, secretário-geral da APCC.

Evitar a pele seca

Dá-se este nome “à pele com pouca água na camada mais exterior da pele (estrato córneo) que funciona como barreira epidérmica que retém água nesta camada da pele e que regula a perda de água para o exterior (transpiração insensível)”, segundo a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) na sua campanha “Consulte o Dermatologista”.

A pele seca é uma pele baça e áspera que tende a descamar com pequenas peles brancas muito finas que se destacam facilmente, como “flocos de farinha”. “Nas formas mais graves tende a formar pequenas fissuras superficiais que limitam escamas poligonais (como as fissuras da lama seca de um pântano) ou fissuras mais profundas dolorosas em locais onde o extracto córneo é mais espesso, como nas palmas das mãos. A pele muito seca pode provocar comichão, sobretudo após as medidas de higiene com sabões e água quente ou quando exposta ao ar quente e seco (perto de lareiras e outras fontes de calor) ou ao vento frio e seco do Inverno”, defende a SPDV.

A prevenção, recomendada pelos especialistas envolvidos na campanha “Consulte o Dermatologista”, passa “pelas correctas medidas de higiene, evicção dos ambientes ou outros factores agravantes e pela hidratação da pele com várias preparações locais (hidratantes ou emolientes em leite, creme, bálsamo ou pomada), aplicadas preferencialmente a seguir ao banho. Nalguns indivíduos estas medidas têm que ser prolongadas por toda a vida. Tem dúvidas? Aceda a www.consulteodermatologista.com ou questione o seu médico dermatologista sobre os cuidados a ter, não só no período pós Verão mas também nas estações que se aproximam.

Efeitos do sol na pele

Conheça de seguida curiosidades sobre o sol, indicadas pelo presidente da APCC, e reflicta sobre as mesmas…

- O sol é também um agente imunosupressor.

- A resposta da pele ao sol varia com o fototipo individual. Há pessoas que não bronzeiam ou bronzeiam muito pouco e fazem queimaduras solares facilmente e há outras que bronzeiam mais ou menos intensamente e são mais resistentes à queimadura solar. Esta propriedade é genética e não se modifica ao longo da vida, isto é não se adquire mais resistência por apanhar mais sol.

- O sol é responsável pela síntese de vitamina D. Portanto, tem um efeito anti-raquitismo. Para tal, bastam cinco minutos por dia em Portugal.

- O sol é também euforisante provocando uma sensação de bem-estar por libertação de endorfinas a partir da hipófise.

- O sol é benéfico no tratamento de algumas doenças da pele.

Texto: Cláudia Pinto

A responsabilidade editorial e científica desta informação é do jornal

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