A vacina não protege contra todos os tipos de HPV que podem provocar cancro, mas previne o cancro do colo do útero associado aos dois tipos de HPV mais frequentes.

A idade ideal para vacinação é dos 13 anos, sendo que, atualmente, estão recomendadas três doses, a primeira dose deve ser tomada a partir dos 13 anos de idade, a segunda dose, 2 meses após a 1.ª dose e a terceira dose, 6 meses após a 1.ª dose. A administração da vacina deve ser registada no Boletim Individual de Saúde.

Todavia, a vacina não protege contra a infeção por todos os tipos de HPV, não prevenindo a totalidade dos casos de cancro do colo do útero, nomeadamente cancros anogenitais e verrugas genitais. Trata-se de uma vacina exclusivamente preventiva e por isso deve ser administrada, de preferência, antes do início da vida sexual ativa.

A maior incerteza no que respeita à vacina diz respeito à duração da imunidade, uma vez que, tratando-se de um fármaco novo, não é possível comprovar a sua persistência para além de cinco anos.

Quais são as vacinas comercializadas em Portugal?

Estão no mercado duas vacinas, ambas com características diferentes de atuação. A vacina Bivalente contempla os serotipos 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% de casos de cancro do colo do útero já a vacina Tetravalente contempla os serotipos 16, 18, 6 e 11, responsáveis por cerca de 90% dos cancros do colo do útero e verrugas anogenitais.

É recomendada a vacinação nos homens?

A vacinação no homem, embora possa ser efetuada pontualmente por indicação médica, não é recomendada. Caso o mesmo verifique verrugas genitais, deve recorrer a uma consulta (Médico de Família, Consulta de Infeção de Transmissão Sexual, Urologista), alertar a(o) sua/seu parceiro(o), que deverá também ser observada(o) e usar preservativos nas relações sexuais.

A importância da prevenção através do rastreio e diagnóstico

No Centro de Medicina Laboratorial possuímos um núcleo de excelência dedicado ao diagnóstico desta doença desde os métodos mais simples aos mais sofisticados. Como referimos no nosso primeiro artigo sobre este tema esta situação é da máxima importância, em virtude de se tratar de um cancro dos mais preveníveis em relação a outros tipos de cancro.

O grande potencial no diagnóstico do HPV é o Rastreio Primário (em mulheres com mais de 30 anos), associado à citologia, aumentando a sensibilidade e alargando o intervalo de rastreio nas mulheres de baixo risco.

Em Portugal são diagnosticados anualmente 900 casos de cancro do colo do útero.

Por Germano de Sousa, Médico Especialista em Patologia Clínica

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