Por aquilo que se
conhece, as pessoas não terão imunidade contra este vírus e, portanto,
teoricamente, pode ser muito mais agressiva e perigosa.

No entanto, até ao momento, apesar de ter sido declarada pandemia, a mortalidade provocada pela
gripe A é semelhante a outras gripes sazonais.

As mortes
provocadas pelo vírus H1N1 não são superiores às que ocorrem
todos os anos com a gripe sazonal. O facto de não haver um completo conhecimento do que se
está a passar e do que pode vir a suceder faz com que apareçam
informações contraditórias, mais ou menos sensacionalistas.

Normalmente, as ideias mais extremas são as menos correctas
e, provavelmente, tanto as previsões mais pessimistas como as
mais optimistas nunca irão acontecer. Em todo o caso, as pessoas
devem estar alerta, mas não alarmadas. Alerta e (bem) informadas.

Sintomas

São idênticos aos da gripe sazonal, nomeadamente febre,
dores de cabeça e no corpo, problemas respiratórios,
tosse, expectoração, fraqueza e, por vezes, diarreia.
Se tiver algum destes sintomas, durante os sete dias
seguintes ao regresso, deve permanecer em casa, contactar
a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) e seguir as instruções
fornecidas.

Formas de contágio

O vírus H1N1 transmite-se
de pessoa a pessoa. O contágio acontece
quando os vírus (presentes nas secreções
do aparelho respiratório) são lançados
à distância, através de um espirro ou
tosse. O simples acto de respirar não
é suficiente para espalhar os vírus.

Em locais amplos, mesmo que existam muitas pessoas a tossir, se
estiverem a alguma distância, existe risco limitado de contágio.
Quando os espaços são mais pequenos e as pessoas estão muito
perto umas das outras, pode haver risco de transmissão do H1N1
pela tosse e/ou espirro.

Prevenção

Uma forma mais evidente para se defender consiste
em localizar pessoas que possam estar a tossir e a espirrar e evitar
ficar próximo delas. A utilização de máscara pode, eventualmente,
ser necessária, mas não no estado actual da epidemia.
Só deverá utilizar a máscara se se deslocar a locais onde existem
já muitos casos de infecção (neste momento, México e EUA).

Na eventualidade do aumento do número de casos em mais países,
deve considerar a utilização desta protecção sempre em função
do número de casos existentes e dos riscos de contacto com
indivíduos infectados em locais fechados.


Veja na página seguinte: Os cuidados que deve ter se for viajar de avião

Viajar de avião

Na circulação em aeroportos, o risco de contaminação
é, por enquanto, muito baixo porque não existem
muitos casos de gripe A fora do México e dos EUA e, portanto,
não há necessidade de ter uma protecção activa, com utilização
de máscara.

Evite apenas estar muito perto de pessoas que estejam
a tossir ou a espirrar.

Se eventualmente estiver a espirrar ou
a tossir, deve usar uma máscara para evitar ser apontada como
inimiga pública. As tripulações, dentro do avião, estão atentas
a esta questão e acomodam a pessoa com este tipo de sintomas
num lugar mais afastado dos restantes passageiros. Em caso de dúvidas, não hesite em contactá-las.

Países afectados

O México e os EUA são as zonas do globo
mais atingidas pelo vírus H1N1. É natural que os países da
América do Sul sejam dos mais atingidos, mas não há, de momento, indicação para
alteração de viagens para esses destinos (nem mesmo para o
México). No Japão, o aparecimento de mais de 20 casos autóctones
(sem ligação com viagens a países onde existem pessoas
doentes) já fez com que a Organização Mundial Saúde declarasse
o estado de pandemia.

Contudo, neste momento, ainda
não há razões para tomar precauções extremas ao viajar. É importantíssimo,
porém, que se mantenha atenta e
informada até à data da viagem. Se houver
alterações nesta situação epidemiológica
e se começarem a existir muito mais
casos de gripe A, eventualmente,
no seu local de destino, poderemos
chegar ao ponto de desaconselhar as
pessoas a viajar.

Tratamento

Neste momento, o tratamento
existente contra a gripe A
consiste no combate dos sintomas.
Para além disso, existe um medicamento
antiviral, o Tamiflu®, por enquanto com
alguma eficácia.

Este medicamento só deve, no entanto, ser tomado em caso de sintomas
e quando receitado pelo médico. Os vírus da gripe
sofrem muitas mutações e rapidamente tornam-se resistentes
aos medicamentos.

Texto: Jorge Atouguia (médico infecciologista)

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