Em Portugal, 22% dos internamentos em unidades de cuidados intensivos são devidos a sépsis adquirida na comunidade e estes casos determinam uma mortalidade hospitalar global de 38%, que no caso de choque séptico chega a atingir 51%.

Em países como os Estados Unidos, a sépsis constitui um grave problema de saúde pública, comportando custos superiores a 20 mil milhões de dólares por ano.

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Apesar de não se conhecer a incidência real, existem estimativas conservadoras que sugerem que a sépsis ocupa o quarto lugar nas causas de morte a nível mundial.

O que se entende por sépsis?

Em 1991, surgiu a definição de sépsis como a "resposta inflamatória sistémica do hospedeiro perante uma infeção". Esta manteve-se inalterada por mais de duas décadas, e recentemente, em fevereiro do corrente ano, foi alvo de revisão por parte das principais sociedades científicas envolvidas neste problema, aceitando-se agora como definição: "disfunção de órgão(s) potencialmente fatal desencadeada por uma resposta desregulada do hospedeiro perante a infeção".

Esta infeção pode ocorrer em qualquer pessoa, de qualquer idade, e ser de qualquer origem, havendo infeções que mais usualmente evoluem em sépsis como a pneumonia, infeções abdominais ou do trato urinário.

Os sinais e sintomas

Existem alguns sinais e sintomas que surgem após o início da infeção que nos fazem desconfiar de sépsis, tais como febre e aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração (taquicardia e taquipneia), e outros que são indicadores de gravidade, como falta de ar (dispneia), alteração do estado de consciência ou confusão mental e redução do débito urinário, entre outros.

O diagnóstico pode ser auxiliado por exames complementares como análises laboratoriais.

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Todavia, a sépsis pode ser tratada com sucesso, e a primeira hora é fundamental devendo o doente receber fluidoterapia e antibioterapia empírica neste espaço de tempo.

Assim, o reconhecimento e a intervenção atempadas influenciam de forma significativa o prognóstico do doente, razão pela qual estes doentes deverão ser abordados numa filosofia de “Via Verde”.

Como em tantas coisas, prevenir é o melhor remédio e o mesmo se aplica na sépsis.

Devemos prevenir as infeções, cumprindo por exemplo o plano nacional de vacinação, mantendo um estilo de vida saudável com uma alimentação adequada e fazendo exercício. Deve dar-se igualmente o devido valor ao descanso.

Lave as mãos com regularidade e tome uma atitude conscienciosa em relação ao uso de antibióticos, tomando-os apenas quando necessário, segundo a prescrição e até ao fim.

Os conselhos são da médica Ana Isabel Pedroso, especialista em Medicina Interna na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Cascais.

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