1. A vitamina D é produzida em 95% dos casos sobretudo pela acção dos raios ultravioleta B na pele, mas também pode ser obtida em alguns alimentos, principalmente peixes gordos ou pela suplementação. A exposição solar depende da latitude geográfica, estação do ano, hora do dia, superfície corporal exposta e tempo de exposição.
  2. Existem receptores celulares no organismo humano para a vitamina D, desde os das células nervosas, até às do sistema imunitário, passando pelo músculo cardíaco
  3. Uma das principais funções da vitamina D é a absorção do cálcio para os ossos, mas cada vez mais estudos relacionam esta substância, que é uma hormona, com várias doenças tão diversas como a esclerose múltipla, as doenças cardiovasculares, a Diabetes Mellitus a Doença de Crohn e doenças psiquiátricas
  4. O protector solar defende-nos das radiações solares, evitando o cancro da pele mas também impede a produção de vitamina D, pelo que deve prevalecer o bom senso à exposição solar
  5. Vários estudos mostram que 1 hora de exposição ao sol e matinal (até às 12 horas) sem protector solar é suficiente para se obter valores normais e sem aumentar o risco de cancro da pele
  6. Estudos portugueses mostram um deficit global de vitamina D no nosso país de 65%, sendo 50% no Algarve e 70% nos Açores. É preocupante também o deficit na crianças e adolescentes
  7. As pessoas mais morenas ou pele negra são aquelas com menor produção de vitamina D, porque a melanina dificulta a sua produção, assim como as pessoas com um estilo de vida casa/carro/escritório/ centro comercial sem qualquer exposição solar. Os obesos também têm deficit pois esta hormona fica retida nas células adiposas
  8. A partir dos 65 anos a capacidade de síntese da vitamina D pela pele representa cerca de 25% de um  jovem adulto saudável, pelo que a OMS aconselha suplementação
  9. A concentração sanguínea de vitamina D mínima deve ser de 30 ng/ml, embora estudos mais recentes aconselhem valores à volta dos 50 ng/ml
  10. Múltiplos estudos e várias sociedades médicas recomendam uma suplementação de 800 a 1000 Unidades Internacionais (UI) diárias nas populações em risco.

Um artigo do médico Fernando Ramalho, gastroenterologista e professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

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