Cada vez mais, temos consciência de que a alimentação tem uma ligação direta com a nossa saúde mas, na verdade, de ano para ano, aumenta o número de pessoas com excesso de peso. Atualmente, todos nós temos uma vida mais sedentária, uma vez que nos mexemos menos e acabamos por não queimar todas as calorias que consumimos. Estas vão-se acumulando no nosso organismo ao longo do tempo e transformam-se em gordura nos glúteos, abdómen e noutras zonas, o que coloca em risco a nossa saúde.

Na hora de escolher os alimentos que vamos consumir é preciso ter consciência de todos os nutrientes que estes nos fornecem. Se queremos ter uma alimentação equilibrada e cuidada não podemos descurar toda uma variedade de nutrientes tais como proteínas, hidratos de carbono e gorduras porque, ao contrário do que muitas vezes se pensa, as gorduras também são necessárias.

Os hidratos de carbono têm um papel preponderante no nosso plano alimentar, já que são a nossa principal fonte de energia. Podemos dividir os hidratos de carbono em duas categorias: os de assimilação rápida e que produzem energia pouco depois de terem sido ingeridos, como são o caso da massa e do arroz; e os de assimilação mais lenta e que demoram mais tempo até entrarem na corrente sanguínea. Estes são aqueles hidratos que produzem energia mas de forma mais demorada como o caso das frutas, das verduras ou das leguminosas.

A diferença em cima mencionada é fundamental para que se compreenda os mecanismos que regulam o apetite, já que a quantidade e rapidez de assimilação dos hidratos de carbono está diretamente relacionada com a sensação de apetite. Quanto mais depressa entram na corrente sanguínea, maior será a cessação do apetite mas também mais rápido aparecerá.

No que respeita a alimentos ricos em hidratos de carbono de assimilação lenta, a sensação de apetite será menor e aparecerá mais tarde. Todos nós já passámos por situações em que quando comemos um prato cheio de arroz e quando terminamos estamos cheios e saciados, no entanto, pouco tempo depois voltamos a ter fome. Isto deve-se sobretudo à atuação da insulina.

Quando comemos muitos hidratos de carbono, entram em ação as enzimas que fragmentam as moléculas em glicose e que posteriormente chegam à corrente sanguínea para que aquela seja distribuída pelos órgãos e tecidos. A hormona que permite a passagem da glicose, desde o sangue para os órgãos e os tecidos, é a insulina. Esta surge através do pâncreas e quanto mais existir, mais depressa o açúcar desaparece. Quando isto acontece surge a sensação de apetite, sobretudo por alimentos mais doces. Assim, uma maneira de controlar o apetite e acumulação de gordura é através do controlo de entrada de glicose no sangue.

Os hidratos de carbono têm um papel importantíssimo na nossa alimentação, no entanto, existem também outros grupos alimentares com igual relevo. Deixo apenas a breve nota sobre a preponderância das proteínas e gorduras que desenvolverei em futuros artigos.

As proteínas são de particular importância uma vez que representam os “tijolos” celulares. São imprescindíveis para a recuperação das estruturas que compõem o nosso corpo, como os tecidos celulares e os músculos, mas a verdade é que também devemos ter cuidado uma vez que o excesso de proteínas pode, por exemplo, ser prejudicial ao bom funcionamento dos rins.

Por seu lado, as gorduras também são importantes para a saúde. É contudo necessário ter cuidado com os tipos de gordura que ingerimos. As gorduras animais aumentam o nível de colesterol e de triglicéridos no sangue. Está cientificamente provado que existem gorduras saudáveis como o azeite, a gordura do peixe e dos frutos secos como as nozes, que quando ingeridas com moderação protegem o nosso coração e o nosso sistema nervoso.

Joana Santos

Nutricionista

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