Salvar a vida de 45 milhões de crianças até 2035, com tratamentos para doenças curáveis como a pneumonia, paludismo ou diarreia, é o desafio de uma campanha lançada hoje pela UNICEF, em parceria com 80 governos.

Promovida pela ONU com os governos dos Estados Unidos e Índia, a campanha "Call to Action", hoje lançada num fórum de alto nível em Washington, envolve também parceiros do setor privado, sociedade civil e organizações religiosas e é um "renovar da promessa para as crianças de todo o mundo", afirma o diretor da UNICEF.

"Temos as ferramentas, os tratamentos e a tecnologia para salvar milhões de vidas cada ano e não há desculpa para não as usarmos", afirmou Anthony Lake, diretor da agência da ONU para as Crianças (UNICEF), antes do lançamento da iniciativa.

Para Lake, atingir o objetivo implica um foco nas doenças que mais contribuem para a mortalidade infantil - diarreia, pneumonia e paludismo - aumentando a disponibilidade de tratamentos de baixo custo nos países mais afetados.

Nos últimos 40 anos, a mortalidade infantil caiu mais de 50 por cento, graças a novas vacinas, melhores cuidados de saúde e investimento na Educação, de acordo com dados da ONU.

Em 2010, 57 crianças em cada mil morreram antes de completarem cinco anos, a maioria vítimas de doenças curáveis, situando-se na África e Sul da Ásia as regiões mais problemáticas.

O objetivo da campanha "Call To Action" é reduzir este total para quase um terço - 20 fatalidades em 1.000 até 2035, o que significaria salvar a vida de 45 milhões de crianças durante esse período.

A estratégia passa por aumentar os recursos nos 24 países responsáveis por 80 por cento das mortes, com enfoque nas populações mais afetadas e nas doenças que levam a mais fatalidades.

A campanha tem ainda uma componente de educação de mulheres e crianças e medir os resultados de maneira mais eficaz.

Para o diretor da agência norte-americana para o Desenvolvimento (USAID), a tarefa está ao alcance da comunidade internacional.

"O desenvolvimento pode ser repleto de problemas que temos poucas formas de resolver. Ajudar uma criança a alcançar o seu quinto aniversário não é um deles", afirmou Rajiv Shah.

14 de junho de 2012

@Lusa

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