A população exposta a ruído acima dos valores limite em zonas sensíveis como as áreas habitacionais, com escolas ou hospitais ultrapassou em 2010 as 811 mil pessoas, segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

No Relatório do Estado do Ambiente, divulgado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a maior parte desta população foi sujeita a níveis excessivos provocados pelo transporte rodoviário.

Os efeitos do ruído no corpo humano dependem da intensidade e do tempo de exposição, podendo ir de uma simples dor de cabeça até alterações do sistema nervoso ou do ritmo cardíaco.

Os indicadores para a população exposta a ruído de grandes infraestruturas de transporte, com exceção do concelho de Lisboa, apontam para 754.900 habitantes afetados pelo barulho provocado pelo transporte rodoviário e 52.200 pelo ferroviário.

Quanto ao transporte aéreo, 46.000 pessoas – fora da autarquia de Lisboa - foram sujeitas em 2010 a níveis excessivos de ruído provocado pelos aviões que descolaram e aterraram no aeroporto da capital.

Nas zonas mistas, foram 131.600 as pessoas expostas a níveis de ruído acima do limite.

Quando a análise se refere ao período noturno, com limites mais exigentes, a população exposta a ruído acima do indicado para zonas sensíveis ultrapassou as 475 mil pessoas (475.600), a maior parte das quais (435.200) sujeitas a níveis excessivos provocados pelo transporte rodoviário.

Os valores limitem dependem das zonas em análise, que estão divididas em vários grupos, como as sensíveis – referentes a áreas de uso habitacional, com escolas, hospitais ou espaços de lazer -, as mistas ou sensíveis próximas de grandes infraestruturas de transporte.

16 de janeiro de 2012

@Lusa

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