A receber a aprovação, a vacina contra a COVID-19 da Pfizer/BioNTech seria o primeiro o fármaco profilático a receber esta aprovação em território europeu.

A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) anunciou ontem que autorizou a vacina contra a COVID-19 da Pfizer/BioNTech para adolescentes de 12 a 15 anos. A medida é "um passo importante na luta contra a pandemia" e "permite que uma população mais jovem seja protegida contra a COVID-19", afirmou Janet Woodcock, comissária interina da FDA, em comunicado.

Até ao momento, o uso emergencial dessa vacina estava autorizado para pessoas a partir dos 16 anos. Agora pode ser administrada a outros milhões de adolescentes, em duas injeções com a mesma dose da vacina para adultos. "Os pais e responsáveis podem ter certeza de que a agência conduziu uma análise rigorosa e detalhada de todos os dados disponíveis", afirmou Woodcock.

O Canadá tornou-se na última quarta-feira o primeiro país a autorizar o uso do imunizante para essa faixa etária.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já tinha destacado na semana passada o papel crucial que a vacinação de adolescentes teria no desenvolvimento da vasta campanha de imunização do país. Assim que o anúncio de autorização do FDA for feito, "estaremos prontos para agir imediatamente", disse.

Cerca de 20 mil farmácias devem ter condições de vacinar os adolescentes nos próximos dias, e depois as doses também serão enviadas aos pediatras, explicou.

Duas outras vacinas foram aprovadas nos Estados Unidos, Moderna e Johnson & Johnson, ambas a partir dos 18 anos.

"Bem tolerada"

A aliança Pfizer/BioNTech tinha apresentado o pedido de extensão da autorização de uso emergencial para a sua vacina no começo de abril.

Os resultados dos testes com 2.260 menores nos Estados Unidos demonstraram "respostas sólidas de anticorpos" depois de serem aplicados e a vacina foi "bem tolerada", informaram as duas empresas no fim de março.

Os adolescentes costumam desenvolver formas mais brandas da COVID-19, e por isso vaciná-los não era uma prioridade até ao momento.

No entanto, eles transmitem a doença e por isso a sua imunização deve ajudar a conter a pandemia. Também facilitará a reabertura de escolas em tempo integral.

De 1 de março de 2020 a 30 de abril de 2021, cerca de 1,5 milhões de jovens com idades entre os 11 e 17 anos contraíram a COVID-19, segundo as autoridades sanitárias americanas.

No que diz respeito aos mais jovens, a Pfizer/BioNTech anunciou na semana passada que esperava apresentar nos Estados Unidos um pedido de uso emergencial em setembro da sua vacina para crianças de 2 a 11 anos.

O pedido de autorização do imunizante para crianças de 6 meses a 2 anos poderia ocorrer "no quarto trimestre", disse o chefe da Pfizer, Albert Bourla, durante uma teleconferência sobre os resultados trimestrais do laboratório americano.

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