“A oferta dos serviços de tratamento a estas mulheres foi possível devido a um ambicioso plano de expansão do rastreio do cancro do colo do útero em mulheres vivendo com HIV, que estão mais vulneráveis a desenvolver esta doença”, lê-se numa nota divulgada na página da embaixada norte-americana em Maputo.

Os dados foram avançados numa análise do Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio da SIDA Moçambique, apresentada na 23.ª Conferência Internacional sobre SIDA (AIDS 2020).

O número resulta de um total de 68 mil rastreios feitos nas províncias de Maputo, Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Inhambane, Gaza e na cidade de Maputo.

“Estes resultados demonstram um significativo aumento relativamente ao ano anterior, quando foram feitos 8.000 rastreios e identificadas e tratadas 440 mulheres com lesões pré-cancerosas”, refere-se na nota da embaixada.

O programa, que cobre todo o país, é implementado pelo Ministério de Saúde moçambicano com o apoio dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e vários parceiros.

O serviço de rastreio do cancro do colo do útero apresenta o índice de prontidão mais elevado (72%) em Moçambique, de acordo com o Inventário Nacional sobre a Disponibilidade e Prontidão de Infraestruturas, Recursos e Serviços de Saúde consultado este ano pela Lusa.

Ainda assim, entre os cancros, o do colo do útero é o que mais mata em Moçambique, com cerca de 3.000 óbitos registados em 2018, segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério de Saúde moçambicano.

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