A Ordem dos Médicos classificou como "marketing" as Normas de Orientação Terapêutica, elaboradas pela Ordem dos Farmacêuticos e indicou que os clínicos já prescrevem os medicamentos mais adequados aos doentes.

“Não conheço as normas, não sei qual é o objetivo e os médicos não encomendaram nenhumas normas à Ordem dos Farmacêuticos”, disse à agência Lusa o bastonário da OM, José Manuel Silva, reagindo às Normas de Orientação Terapêutica (NOT) elaboradas pelos farmacêuticos.

A Ordem dos Farmacêuticos elaborou uma lista com os dez grupos farmacoterapêuticos responsáveis por 77 por cento da despesa com medicamentos e, para estes, definiu NOT para os médicos escolherem o fármaco melhor e mais barato.

A proposta da Ordem dos Farmacêuticos será hoje apresentada em Lisboa pelo bastonário e nela constam NOT que “não substituem, não podem substituir, a imprescindível avaliação médica, nem constituem, para o médico, a única abordagem possível em cada caso”, conforme consta no documento, a que a Lusa teve acesso.

Enm reação ao documento, o bastonário da OM sublinhou que os médicos receitam os fármacos que os doentes necessitam.

“Não precisamos que os farmacêuticos nos venham dizer que medicamentos precisamos de prescrever", porque os médicos prescrevem os medicamentos mais adequados para os doentes e conforme a OM tem recomendado devem prescrever o melhor e mais barato”, disse.

Nesse sentido, e para “desmistificar a questão dos medicamentos mais baratos”, a OM solicitou ao Ministério da Saúde que diga, dos medicamentos substituídos nas farmácias, que percentagem diz respeito às marcas mais caras e às mais baratas.

José Manuel Silva recordou que este pedido já foi feito tanto ao Ministério da Saúde, como ao centro de conferências de faturas, mas ainda não foi obtida resposta, o que significa “com grande probabilidade que as substituições feitas nas farmácias de genéricos prescritos pelos médicos são para marcas mais caras”.

José Manuel Silva acrescentou também que a Ordem dos Médicos está “perfeitamente à vontade nesta matéria” e está a elaborar normas de orientação clínica com a Direcção-Geral de Saúde (DGS).

“Percebe-se que o objetivo da Ordem dos Farmacêuticos é apenas de marketing, rigorosamente mais nenhum”, sustentou.

11 de abril de 2012

@Lusa

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