5 de dezembro de 2013 - 16h10
A farmacêutica Bial assinou hoje no Dubai com a empresa Propharma, dos Emirados Árabes Unidos, um contrato para a promoção e distribuição de medicamentos nos Emirados Árabes Unidos, representando um investimento até 4 milhões de euros.
O contrato foi assinado pelo diretor de operações internacionais da Bial, Paulo Ribeiro, com a Propharma, numa lógica de "planos de negócio a três anos".
"Este negócio tem a ver com uma linha da maternidade que vamos lançar nos Emirados. Numa fase inicial estimamos ter um milhão de euros, numa fase posterior entraremos com produtos do sistema nervoso central, produtos que não necessitam de prescrição médica e de cardiologia. Com essa segunda linha contamos atingir os 4 milhões de euros", adiantou Paulo Ribeiro.
O empresário explicou que a segunda fase poderá arrancar mesmo antes de a primeira terminar, estimando alcançar os 4 milhões de euros dentro de quatro anos.
Este é o segundo país do Médio Oriente em que a Bial entra, depois de ter começado há cerca de três anos no Líbano.
"A população feminina média tem 25 anos em comparação com Portugal que tem 42 anos. O sistema de saúde dos Emirados é uma referência na região o que constitui para nós um mercado muito importante e é tão atrativo para uma linha da maternidade que nós temos", justificou.
Paulo Ribeiro falava no âmbito da missão empresarial liderada pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, que arrancou no início da semana no Qatar, rumou para Abu Dhabi, passou pelo Emirado de Sharjah e termina hoje no Dubai.
"É importante este contrato com o mercado dos Emirados porque isso significa poder exportar medicamentos que são produzidos em Portugal e muitos deles têm pesquisa e inovação portuguesa para um mercado que tem alto poder de compra", sublinhou Paulo Portas.

O governante sublinhou que o setor farmacêutico é mais um onde as exportações portuguesas avançam.
"De cada vez que avançamos nas exportações estamos a blindar as nossas empresas em Portugal, que assim superam melhor as dificuldades no mercado interno", disse, lembrando aquela que considera "uma proeza a nível mundial" da Bial que foi a certificação pelos Estados Unidos de um mediamento português contra a epilepsia.
"Devemos ter orgulho naquilo que fazemos bem", rematou.
Do Golfo Pérsico, Portugal leva quatro contratos de milhões de euros assinados pelas empresas MSF, Sistrade, Serrata e Bial, e fechou o dossier para a exportação de carne de vaca e aves. Para breve, já está a ser preparado o dossier para a exportação de leite e laticínios, cujo pedido já avançou.
Dos Emirados Árabes Unidos fica também "a forte possibilidade", anunciada por Paulo Portas, de instalação de uma fábrica de rações animais em Portugal por um grande grupo mundial sediado no Golfo Pérsico.
"Acho que os resultados são fracamente bons, estas viagens não são turismo, são trabalho intenso", salientou.
Em quatro dias, o governante português esteve reunido com um Emir, primeira figura do Estado, um príncipe herdeiro, um primeiro-ministro, dois vice-primeiros-ministros, dois ministros dos negócios estrangeiros, um ministro das Finanças e outro da Economia, três fundos soberanos, um fundo imobiliário e cinco grandes grupos económicos.
"Tudo isto para fazer sempre o mesmo: abrir as exportações de Portugal e aumentar os produtos e as marcas portuguesas nos mercados externos e por outro lado apresentar o caso português e dizer invistam agora porque Portugal é confiável", concluiu.

Lusa

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