Oriundos de escolas do distrito do Porto, num universo de estudantes que incluiu alguns do Ensino Básico, a que se juntaram os pais, também eles com cartazes alusivos à manifestação, os jovens reuniram-se na Praça General Humberto Delgado, junto à Câmara Municipal.

Em declarações à agência Lusa, David Amorim, da organização, defendeu "ser esta a geração que pode fazer algo pelo clima" ao mesmo tempo que "prepara o caminho para a seguinte fazer ainda melhor".

Pedro Macedo, a fazer o doutoramento em alterações climáticas, foi um dos pais que acompanhou os filhos ainda pequenos à manifestação, justificando a sua presença para "apoiar a filha", também ela "uma lutadora pelo clima".

"Tem de ser a minha geração, a que está no poder e a tomar as decisões a fazer alguma coisa. A Joana [filha] já é, infelizmente, chamada a pressionar a que as decisões sejam tomadas mais rapidamente, mas no futuro terá que arcar com as consequências do que estamos a fazer", acrescentou.

Os estudantes entoaram gritos antes e depois da leitura do manifesto nacional.

Centenas de milhares de jovens estão hoje a realizar protestos em pelo menos em 112 países, incluindo Portugal, numa greve mundial de alunos para exigir dos políticos ações concretas contra as alterações climáticas.

Esta greve estudantil mundial tem como lema "fazer greve por um clima seguro" e culmina uma série de manifestações semanais iniciadas no ano passado pela sueca Greta Thunberg, 16 anos, nomeada para o prémio Nobel da paz.

Em Portugal, estão previstos protestos em pelo menos 26 cidades.

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