A concentração de partículas PM2.5 - as mais finas e suscetíveis de se infiltrarem nos pulmões - por metro cúbico, em 367 cidades testadas, foi também quatro vezes superior ao máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O uso de carvão como fonte de energia é generalizado e emissões da indústria pesada regularmente cobrem as cidades chinesas num manto de poluição, que causa todos os anos centenas de milhares de mortes prematuras.

Esta é uma das principais fontes de descontentamento popular no país e o Governo chinês já anunciou medidas como o encerramento ou deslocação de unidades alimentadas a carvão.

No conjunto, os níveis de poluição nos primeiros meses deste ano foram 10% inferiores aos do mesmo período do ano passado.

As cidades mais poluídas foram Kashgar e Hotan na região autónoma de Xinjiang, no noroeste da China, e Baoding, uma zona industrial do norte.

Pequim figura também entre as cidades mais poluídas, com a densidade de partículas PM2.5 a atingir os 72,1 microgramas por metro cúbico, muito acima dos 10 máximos recomendados pela OMS e mais do dobro do padrão determinado pelas autoridades chinesas, de 35.

Na semana passada, a poluição extrema levou a que vários tenistas se sentissem mal durante o torneio de Pequim, enquanto nas bancadas os adeptos usavam máscaras para se protegerem contra a inalação de impurezas.

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