A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que os números indicam que Portugal está a reagir de forma correta em relação à COVID-19, mas alerta para os perigos de levantar o confinamento demasiado rápido.

Numa conferência de imprensa na sede da organização, em Genebra, Michael Ryan, diretor do programa de emergências sanitárias, embora admitindo não estar a par de todos os dados sobre Portugal, disse que os números indicam que o país agiu de forma correta e que “a boa notícia” é que o ritmo de crescimento da doença está estável.

"Creio que [Portugal] agiu de forma racionalmente correta, os números indicam isso", afirmou. Tal não significa, advertiu, que a epidemia tenha sido estancada.

Questionado sobre a situação de Portugal em relação ao surto do novo coronavírus, SARS-CoV-2, Michael Ryan reconheceu que Portugal está no bom caminho. "Tem feito testes, o sistema hospitalar está a fazer o seu trabalho, mas o impacto, dada a pequena população de Portugal tem sido pesado", comentou Michael Ryan, que realçou a taxa de crescimento da pandemia em Portugal, em que o número de casos está a duplicar a cada cerca de quatro semanas, como um valor "razoavelmente bom".

O especialista disse que os números portugueses parecem mais baixos que os de países como Espanha e França, mas que a população é também bem menor.

O responsável da OMS reconheceu ainda a "boa notícia" que é o facto de a taxa de crescimento estar "a estabilizar e a descer". "Esperemos que continue assim", acrescentou.

Já epidemiologista Maria Van Kerkhove, responsável máxima na resposta da OMS à COVID-19, acrescentou, avisando que não se referia só a Portugal mas também a outros países, que é muito bom a estabilização de casos.

Maria Van Kerkhove referiu que é preciso continuar a aprender com outros países, como com alguns países asiáticos que estão a encontrar mais casos de COVID-19, para que não se levantem as situações de confinamento muito rapidamente, o que pode levar a um aumento de casos.

Mesmo com os sucessos “temos de continuar muito atentos”, advertiu, acrescentando que precisamente porque há uma grande parte da população não infetada “o vírus pode voltar”, pelo que é preciso agir nas medidas (de voltar à normalidade) de forma “lenta e controlada”.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 165 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Em Portugal, morreram 735 pessoas das 20.863 registadas como infetadas, de acordo com dados divulgados hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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