A investigação, publicada no "Proceedings of the National Academy of Sciences", analisa as flutuações do nível do mar nos últimos 35 mil anos com base nas mudanças no volume de gelo na terra.

"Nos últimos seis mil anos, antes de começar a aumentar o nível da água na modernidade, o nível do mar foi bastante estável", disse um dos coautores do estudo, Kurt Lambeck, investigador da Universidade Nacional Australiana, citado pela cadeia de televisão ABC.

Lambeck explicou que, durante esses milénios, não se encontraram provas de oscilações de 25 a 30 centímetros em períodos de cem anos, mas que essa tendência mudou a partir do processo de industrialização com um aumento que classificou como "inusual".

"Nos últimos 150 anos assistimos a um aumento do nível da água à velocidade de vários milímetros por ano e nos nossos registos mais antigos não registamos um comportamento similar", indicou o cientista, vinculando este fenómeno ao aumento da temperatura do planeta.

A investigação concluiu ainda que, mesmo assim, as flutuações naturais nos níveis do mar nos últimos seis mil anos foram menores do que sugeriam estudos anteriores.

"Este ponto foi bastante polémico porque muita gente assegurava que o nível do mar tinha oscilado em grandes quantidades, vários metros em centenas de anos, e não encontramos provas que o demonstrem", acrescentou Lambeck.

O estudo aborda também a complexa relação entre o degelo e o aumento do nível dos oceanos, no qual intervêm fatores como a atracão gravitacional entre o gelo e a água, e que provoca aumento no nível do mar numas zonas e descida noutras.

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