“Os ataques terroristas tiveram um impacto negativo no setor da saúde”, disse à comunicação social António Supeia, à margem do Conselho Coordenador Provincial da Saúde, realizado na capital provincial (Pemba).

As unidades de saúde que continuam encerradas estão sobretudo nos distritos de Macomia, Quissanga, Muidumbe, Mocímboa da Praia e Palma, entre os mais afetados pelas incursões dos rebeldes que aterrorizam a província desde 2017.

“Gostaríamos de prestar homenagem aos nossos profissionais da saúde que, com sacrifico, zelo, dedicação e conhecimento, têm assegurado de forma exemplar os cuidados de saúde, garantindo que em todos os locais onde se encontra a nossa população estejam disponíveis serviços de saúde”, declarou António Supeia, destacando a importâncias das brigadas móveis no atendimento das populações que estão a regressar às suas zonas de origem.

A província de Cabo Delgado enfrenta há quase seis anos a insurgência armada com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

No terreno, em Cabo Delgado, combatem o terrorismo — em ataques que se verificam desde outubro de 2017 e que condicionam o avanço de projetos de produção de gás natural na região – as Forças Armadas de Defesa de Moçambique, desde julho de 2021 com apoio do Ruanda e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Apesar da estabilização da situação de segurança nos últimos anos, um novo ataque registado na semana passada em Mocímboa da Praia, e que foi também reivindicado pela organização extremista Estado Islâmico, levantou receios.

O novo ataque em Mocímboa da Praia ocorreu menos de um mês depois do anúncio, em 25 de agosto, pelo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Moçambique, Joaquim Rivas Mangrasse, da eliminação do líder do terrorismo no país, o moçambicano Bonomade Machude Omar, juntamente com outros elementos da liderança do grupo terrorista.

O líder extremista era descrito por vários especialistas como “uma simbiose entre brutalidade e justiceiro”, constando da lista de “terroristas globais” dos Estados Unidos e alvo de sanções da União Europeia.

O conflito no norte de Moçambique já fez um milhão de deslocados, de acordo com o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, enquanto o Presidente moçambicano admitiu “mais de 2.000” vítimas mortais.

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