"O senhor ministro ouviu atentamente as dificuldades que estão identificadas não só no que diz respeito ao modelo de financiamento da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) como relativamente a intervenções que urge realizar, nomeadamente, no serviço de urgência",afirmou hoje à Lusa José Maria Costa no final de uma reunião realizada hoje, no ministério da Saúde.

A reunião foi solicitada pelo presidente da CIM do Alto Minho por considerar que os hospitais da região estão a trabalhar numa situação "limite".

"Começa a ser algo insustentável porque, no fundo, são os cuidados de saúde que estão em causa, apesar do extraordinário trabalho que tem sido desenvolvido pelas equipas médicas e de enfermagem. Temos vindo a ser prejudicados ao longo dos anos, não modernizando equipamentos e não tendo recursos humanos o que coloca esta área de intervenção no limite", afirmou em junho passado em declarações à Lusa.

Hoje, o socialista, que é presidente da Câmara de Viana do Castelo, adiantou que o ministro da Saúde "comprometeu-se a estudar o assunto e ficou de visitar Viana do Castelo até final do mês de agosto para fazer uma avaliação, ?in loco' das situações de que foi hoje informado".

A ULSAM integra os hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, Conde de Bertiandos em Ponte de Lima, 13 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença e serve uma população residente superior a 250 mil pessoas.

Segundo José Maria Costa, além do ministro da Saúde participaram hoje na reunião o secretário de Estado da Saúde, a presidente da Administração Central dos Sistemas de Saúde o presidente da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) e o presidente do conselho de administração da ULSAM.

"Foi uma reunião muito construtiva, muito positiva e com espírito de abertura e diálogo muito grande. O senhor ministro deu uma atenção muito grande aos problemas que lhe foram colocados e agora vai estudar uma forma de os resolver dentro dos constrangimentos orçamentais e do mapeamento das candidaturas já aprovadas pelos fundos comunitários", explicou.

"Tem muito pouca margem de manobra mas vai avaliar a vai ver no terreno o que se pode fazer. Venho muito satisfeito com a reunião", sustentou.

Anteriormente José Maria Costa defendeu a "alteração urgente" do modelo de financiamento da ULSAM que atribui à região a capitação mais baixa de todo o país e que coloca àquela empresa "muitas dificuldades na gestão de recursos humanos e de realização investimentos prioritários".

"Não podemos aceitar que o Alto Minho tenha menos financiamento, por utente, do que têm outras regiões do país. Estamos numa zona de grandes dificuldades e de grande dispersão urbana. É importante que o hospital de Viana do Castelo, o hospital de Ponte de Lima e os centros de saúde tenham as condições para poder operar", disse.

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