“No primeiro semestre do próximo ano anunciarei um calendário para a construção do novo hospital”, disse Manuel Pizarro, nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria, no final de uma visita ao hospital local, ao qual reconheceu “muitas dificuldades por causa das suas infraestruturas antigas”.

Apesar dos investimentos feitos nos últimos três anos, na ordem dos “oito milhões de euros”, o ministro reconheceu que as infraestruturas “não estão adaptadas a todas as necessidades do mundo moderno”, sublinhando que se tratando de “um hospital localizado fora dos grandes centros tem também dificuldades em matéria de recursos humanos”.

Na visita, fechada à comunicação social, o governante disse ter encontrado “serviços que estão a funcionar em pleno, com uma grande dedicação dos seus profissionais”, tendo destacado a maternidade, que “funciona bem, com profissionais muito competentes, com um enorme carinho pelas mães e pelos filhos, pelas famílias”.

Apesar de apostado em “transmitir uma imagem de tranquilidade”, reconheceu que tal “não diminui a gravidade dos problemas que possam ter ocorrido” no hospital, onde em junho deste ano ocorreu a morte de um bebé, numa altura em que, devido a constrangimento no preenchimento da escala, a Urgência Obstétrica se encontrava encerrada ao CODU/INEM.

“Os profissionais nunca são suficientes e eles têm que se multiplicar para garantir que todos os turnos são cumpridos, de acordo com os padrões de qualidade que são necessários”, disse Manuel Pizarro, ressalvando não ter “nenhuma bolsa milagrosa para resolver todos os problemas” de falta pessoal, quer neste quer nos outros hospitais do país.

Ainda assim, garantiu, “a equipa ministerial, a futura direção executiva do SNS [Serviço Nacional de Saúde] e os hospitais públicos estão a trabalhar para resolver as carências de pessoal” e, com a publicação do estatuto do SNS, admitiu a expectativa de que “com a entrada em vigor do Orçamento para 2023 sejam agilizados os procedimentos de autonomia” em relação à contração de profissionais.

Já no que respeita às dificuldades estruturais do hospital, que há anos reclama a construção de uma Unidade de Cuidados Intensivos, o ministro afirmou que “a dotação orçamental está inscrita no orçamento do Centro Hospitalar do Oeste (CHO)”, onde se integra o hospital das Caldas da Rainha, e que o Ministério da Saúde vai agora “avaliar que condições técnicas” tem para realizar a obra, “numa circunstância, essa sim, muito difícil”.

Apesar deste investimento, “é altura de fazer um novo hospital”, reconheceu Manuel Pizarro, sustentando que as três unidades do CHO (os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche) “são relativamente obsoletas”.

O ministro aguarda a conclusão de um estudo encomendado pela Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim) sobre a localização e o perfil assistencial do novo hospital, após o que “será tomada uma decisão”.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

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