O estudo do Environmental Working Group (EWG) analisou 1700 produtos e não deixa dúvidas: a maioria dos protetores solares não funcionam como anunciam nos rótulos e outros contêm até ingredientes "preocupantes".

De acordo com a análise norte-americana, a proteção solar indicada nas embalagens é inferior à real em vários produtos vendidos no mercado, sobretudo naqueles que alegam oferecer proteção superior a 50. Entre os produtos analisados estão protetores solares, bálsamos para lábios e cremes.

Em entrevista ao programa de notícias "Bom dia Portugal", da RTP, o médico dermatologista João Maia e Silva salvaguarda que o estudo "deve ser interpretado como um alerta, mas não de forma alarmante", "uma vez que a utilização de protetor solar reduz a incidência de vários tipos de cancro de pele" e não deve ser descurada.

No entanto, o clínico salienta que "os protetores solares não devem ser a proteção única e exclusiva", chamando a atenção para a importância de não estar exposto ao sol nas horas de maior risco - entre as 11h e as 16h.

O referido estudo do EWG foi publicado no Journal of the American Academy of Dermatology. Os investigadores do EWG divulgam que a maioria dos produtos "contêm ingredientes preocupantes como oxibenzona e vitamina A".

Segundo estudos realizados em ratos de laboratório a oxibenzona é um químico que pode interferir no sistema hormonal. Outras investigações sugerem que colocar vitamina A na pele pode intensificar a sensibilidade solar.

A organização EWG disponibiliza um "Muro da Vergonha" onde lista os produtos que não cumprem a proteção solar prometida pelo rótulo.

Para se manter protegido da radiação ultravioleta, os investigadores sugerem que evite expor-se ao sol nas horas de maior calor, escolha bem o protetor solar, use chapéu e roupa para proteger a pele e reforce a aplicação do filtro a cada duas horas.

O médico João Maia e Silva indica que o consumidor deve ainda procurar um protetor solar com proteção UVA e UVB, sempre com fator superior a 30 ou idealmente 50. O especialista sugere que se privilegie os protetores que têm ecrãs minerais na sua composição em detrimento dos químicos, para assim evitar possíveis reações alérgicas.

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