“Em março de 2022, aguardavam em LIC [lista de inscritos para cirurgia] um total de 10.369 utentes, o que corresponde a uma diminuição de 2,1% (menos 222 utentes), face ao mês anterior”, lê-se no boletim informativo mensal de março da Unidade Central de Gestão de Inscritos para Cirurgia dos Açores, consultado hoje pela Lusa e disponível na página da internet da Direção Regional da Saúde.

Comparando com os dados do relatório de março de 2021, houve um decréscimo de 10%, equivalente a 1.154 utentes.

O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, o maior da região, concentrava, em março, o maior número doentes em espera (7.121), menos 118 (1,6%) do que em fevereiro e menos 1.271 (15,2%) do que no período homólogo.

Nos outros dois hospitais da região, registou-se igualmente uma redução de inscritos, face a fevereiro, com o Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) a ter 2.180 utentes em espera (menos 3,3%) e o Hospital da Horta (HH), na ilha do Faial, 1.068 utentes (menos 2,6%).

Em comparação com março de 2021, os dois hospitais aumentaram o número de utentes inscritos para cirurgia, com o HSEIT a registar um crescimento de 43 utentes (2%) e o HH de 74 utentes (7,4%).

O número de propostas cirúrgicas em espera nos três hospitais da região registou, igualmente, uma quebra no mês de março, contabilizando-se no total 11.738, menos 316 (2,6%) do que em fevereiro.

A descida ocorreu nos três hospitais, com o hospital da Terceira a reduzir 3,8%, o da Horta 3,1% e o de Ponta Delgada 2,2%.

O tempo médio de espera por uma cirurgia nos Açores diminuiu seis dias em março, fixando-se nos 455 dias (cerca de um ano e três meses).

O HSEIT é o hospital onde mais tempo se espera por uma cirurgia na região (518 dias), mas registou uma descida (menos sete dias) à semelhança do Hospital da Horta (menos 10 dias), onde a espera média em março foi de 270 dias.

Já o Hospital da Terceira manteve o mesmo tempo de espera de fevereiro (340 dias).

Apenas o Hospital da Horta apresentou um tempo médio de espera dentro do dos tempos máximos de resposta garantidos regulamentados, que preveem que uma cirurgia com prioridade normal seja realizada no máximo em 270 dias.

Menos de metade das cirurgias realizadas na região em março cumpriram o tempo máximo de resposta garantido (48,4%), ainda assim mais do que em fevereiro (47%).

O Hospital do Divino Espírito Santo é o que menos cumpre este indicador, apresentando uma taxa de 30,4%, ligeiramente acima da verificada em fevereiro (30%).

Por outro lado, no HH a percentagem atingiu os 73,5%, sendo superior à verificada em fevereiro (72,1%).

O HSEIT aumentou o número de cirurgias realizadas dentro do tempo máximo de resposta garantido de 60,1% para 66,8%.

A produção cirúrgica nos três hospitais açorianos registou um crescimento de 35,8% no mês de março, tendo sido realizadas 1.116 cirurgias (mais 294 do que em fevereiro).

O HDES foi o hospital que registou um maior crescimento (44,1%), tendo realizado 595 cirurgias, mais 182 do que no mês anterior.

Nas outras duas unidades hospitalares houve também um aumento da produção cirúrgica, com o HSEIT a realizar 355 operações (mais 30%) e o HH 166 (mais 22,1%).

Em março, entraram menos 90 propostas cirúrgicas nos três hospitais dos Açores (7,6%), num total de 1.095.

O hospital da Terceira contabilizou 321 novas propostas (menos 10,8%), o de Ponta Delgada 580 (menos 6,5%) e o da Horta 194 (menos 5,4%).

Já o número de cancelamentos de cirurgias aumentou 2,3%, tendo ocorrido 350 no total (mais oito do que em fevereiro).

No Hospital da Horta, foram canceladas 60 cirurgias (mais 25%) e no HSEIT 78 (mais 9,9%), mas o Hospital do Divino Espírito Santo registou uma descida de 4,9%, totalizando 212 cancelamentos.

A Unidade Central de Gestão de Inscritos para Cirurgia dos Açores (UCGICA) passou a divulgar um boletim informativo mensal com “dados síntese” sobre a lista de espera cirúrgica, emitindo “relatórios de acompanhamento”, até então mensais, com uma “periodicidade trimestral”.

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