A magistrada Kathryn Kimball Mizelle, de Tampa, Flórida, determinou que os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) - principal agência sanitária federal - ultrapassaram a sua autoridade ao impor a exigência, que se aplica a aviões, comboios, metro e autocarros, entre outros.

Várias companhias aéreas americanas anunciaram logo em seguida que as máscaras não seriam mais obrigatórias nos voos domésticos.

Efeito imediato

A United Airlines indicou que a mudança teria efeito "imediato" nos seus voos internos nos Estados Unidos e alguns internacionais, conforme as normas de cada país de chegada.

"Isso significa que nossos funcionários não precisam mais de usar máscaras nem impô-las aos passageiros, na maioria dos casos, mas poderão utilizá-las se assim desejarem, já que os CDC continuam a recomendar fortemente o uso de máscaras no transporte público", disse um porta-voz do grupo americano, que foi um dos primeiros a exigir dos seus funcionários a vacinação contra COVID-19.

A American Airlines e a Delta fizeram anúncios semelhantes. Uma máscara "bem ajustada protege a pessoa que a utiliza, ainda que as pessoas ao redor não usem" uma, observou a Delta.

A empresa também citou em comunicado o caso dos passageiros barrados por se negarem a usar máscaras. "Alguns clientes cujo comportamento foi particularmente ofensivo continuarão vetados, inclusive após o fim da regra sobre as máscaras", declarou.

Casa Branca 'decepcionada'

Nas últimas semanas, o governo do democrata Joe Biden estava a sofrer uma crescente pressão para flexibilizar ou anular a medida.

Cerca de vinte estados liderados por republicanos e várias grandes companhias aéreas tinham pedido o fim do uso obrigatório de máscaras nos aviões e outros meios de transporte público.

Mas na semana passada, as autoridades federais decidiram estender a exigência até pelo menos 3 de maio, devido a um aumento nas infeções.

A Casa Branca considera "decepcionante" a sentença da juíza, disse a porta-voz Jan Psaki. "Os CDC continuam a recomendar utilizar a máscara no transporte público", afirmou.

De acordo com um alto funcionário da presidência, a decisão "significa que a ordem dos CDC de usar máscara nos transportes públicos não está vigente neste momento".

A Administração de Segurança de Transportes (TSA, na sigla em inglês), portanto, não fará cumprir a exigência, disse ele sob anonimato.

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