"Há excelente investigação e há que trabalhar em rede e com parceiros internacionais, e é esse o caminho que a Universidade de Coimbra (UC) está a seguir", sublinhou a governante, na apresentação do projeto, em Coimbra, no Colégio da Trindade.

O primeiro Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento do sul da Europa, focado no estudo dos processos biológicos do envelhecimento, que conta com um investimento total de 49 milhões de euros, vai ficar localizado no polo III da UC, próximo do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Segundo Ana Abrunhosa, "o mais fácil está feito, falta o mais difícil, que é contratar investigadores internacionais para o projeto, porque os 15 milhões de financiamento da União Europeia são para recursos humanos".

Salientando que Coimbra já é "uma região de referência no envelhecimento ativo e saudável", a ministra disse que o instituto está "no sítio certo para áreas como a do envelhecimento ativo e saudável", em que é necessário colocar "ciência e conhecimento nos problemas".

"O objetivo deste centro é perceber as bases moleculares do envelhecimento, que são o principal fator de risco para as doenças associadas ao envelhecimento", disse à agência Lusa o coordenador do projeto, Rodrigo Cunha.

O investigador realça que o "envelhecimento da população constitui uma armadilha, na medida em que aumenta a esperança de vida, mas não aumenta paralelamente a qualidade de vida".

Atualmente, salienta, "existem mais pessoas a viver mais tempo e cada vez com mais doenças associadas ao envelhecimento, como o cancro, diabetes, alzheimer e doenças cardiovasculares".

"Queremos perceber qual é o principal fator de risco para todas estas doenças do envelhecimento, quais são as bases biológicas e o que é que acontece dentro das nossas células para haver esta deterioração funcional", sublinhou.

Segundo Rodrigo Cunha, o Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento pretende compreender as bases biológicas do envelhecimento para encontrar novas estratégias, que permitam viver com melhor qualidade durante mais tempo.

De acordo com o reitor da UC, Amílcar Falcão, a construção do edifício "biomed 3", que vai acolher o futuro centro, que terá uma área de 24 mil metros quatros quadrados e seis pisos, deverá iniciar-se no último trimestre deste ano e estar concluído no final de 2022.

O investimento previsto de 49 milhões de euros envolve a construção do edifício, equipas e projetos de investigação nos próximos seis anos, sendo que a União Europeia comparticipa com 15 milhões e a UC com 20 milhões de euros.

"Nunca tivemos um projeto desta dimensão, que são poucos em Portugal e na Europa, que arrastam consigo equipas de investigadores de grande qualidade, além de que a saúde é uma área estratégica para Coimbra e para a UC", salientou Amílcar Falcão, explicando que esta é "também a possibilidade que existe de trazer investigadores de alto gabarito”.

O MIA vai abrir concurso internacional no final de janeiro para contratar os primeiros dois grupos de investigadores, num total de oito elementos, que deverão iniciar o trabalho de investigação entre julho e setembro dentro de outros centros de investigação da UC.

De acordo com Rodrigo Cunha, o instituto "não nasce do nada, é acima de tudo trazer sangue novo para muito daquilo que já é feito de grande qualidade na UC".

O MIA vai funcionar em estreita parceria com a Faculdade de Medicina da UC, Centro Hospitalar e Universidade de Coimbra, Instituto Pedro Nunes e o parque tecnológico Biocant, reunindo, no total, 54 investigadores.

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