Segundo aquela estação de televisão, os jornalistas terão tido acesso a documentos internos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que mostram que estão a ser gastos milhões de euros em horas extra injustificadas, em dias consecutivos sem pausas ou em sobreposições de horários.

Em resposta à denúncia daquele órgão de comunicação, o INEM informa esta sexta-feira que, "em função das alegadas suspeições que recaem sobre o INEM e de modo a que possam ser apuradas todas as circunstâncias relacionadas com as situações reportadas", "o Conselho Diretivo do INEM solicitou já formalmente à Sr.ª Ministra da Saúde a intervenção da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde e, se assim for entendido, também do Ministério Público".

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Internamente, o INEM informa que abriu um processo de inquérito para apurar os factos relatados na reportagem.

Segundo aquela televisão, o INEM está a gastar milhões de euros num esquema que indicia crimes de favorecimento pessoal, gestão danosa e corrupção. Há também suspeita de que terão sido pagas ajudas de custo por viagens-fantasma.

"Um verdadeiro esquema de favorecimento a amigos que põe em cheque o próprio presidente do INEM", informa a TVI que diz que o caso já está a ser investigado pelo Ministério Público.

Segundo a TVI, os casos poderão "mesmo comprometer o socorro prestado pelo 112".

O INEM reagiu hoje em comunicado: "Importa esclarecer que no passado dia 13 de maio, um jornalista da TVI solicitou formalmente uma entrevista ao Presidente do Conselho Diretivo do INEM sobre a gestão de recursos humanos no INEM, nomeadamente recurso a horas extraordinárias, turnos consecutivos de mais de 24 horas e ajudas de custo em deslocações", lê-se no documento.

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"No dia seguinte e pela mesma via (e-mail), foi a TVI informada de que o INEM está naturalmente disponível para colaborar, respondendo por escrito a todas as questões que queiram ver esclarecidas", recorda o instituto na nota de imprensa.

"Este pedido foi recusado pelo jornalista com a justificação de que 'sendo uma reportagem televisiva uma resposta por escrito não se coaduna com o trabalho'", cita a nota de imprensa.

"Importa também deixar claro que, contrariamente ao referido pelo jornalista, o INEM não impediu os seus trabalhadores de, a título individual e se assim o decidissem, serem entrevistados pela TVI", conclui o comunicado.

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