"Este acordo representa um acréscimo de oportunidades de tratamento, mais do que alternativas complementares. De facto, um grupo importante dos nossos doentes com hepatite C, que tem já algum grau de compromisso da função renal (pela idade, por doenças associadas como a diabetes ou hipertensão) é mais facilmente e com maior segurança abordado, tendo esta associação de fármacos já disponibilizada. Ficam na prática ultrapassados alguns constrangimentos que tínhamos, podendo agora lançarmos mão para o desejado tratamento generalizado da hepatite C", comenta Guilherme Macedo, diretor do Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar São João, no Porto.

"A possibilidade de acrescentarmos esta ultrapassagem de algumas limitações, permite-nos encarar com otimismo a nossa pretensão de conseguirmos tentar erradicar a infeção em todos os portugueses infetados pelo HCV, mesmo que ainda só tenhamos conseguido identificar cerca de 15 mil candidatos a tratamento", acrescenta o especialista reforçando que "vai ser necessário um forte empenho dos clínicos para rastrear e descobrir o número de doentes que sabemos existir ainda em Portugal e que rondarão os cerca de 80 mil infetados".

O vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, o hepatologista Rui Tato Marinho, destaca que "é sempre bom ter mais fármacos disponíveis, não só em termos económicos, mas também clínicos. Temos mais opções não só para os infetados com outras comorbilidades, mas também para quem não tenha respondido a anteriores tratamentos, mesmo com os fármacos desta geração".

Sobre estes fármacos destaca "a elevada eficácia (> 95%), segurança comprovada em numerosos ensaios clínicos e segurança também num grupo de doentes mais difíceis (por exemplo, doentes com insuficiência renal em diálise)".

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