Em outubro celebra-se o Mês da Consciencialização para o Cancro do Fígado, uma doença que exige que a sociedade reflita sobre os comportamentos de risco, prevenção e tratamento. De acordo com os dados do Global Cancer Observatory, os números continuam alarmantes. Em 2020, verificou-se uma incidência anual superior a 905.000 novos casos a nível mundial, com uma mortalidade que rondou os 830.000 casos. O cancro do fígado é assim considerado o terceiro tumor com mais mortes a lamentar mundialmente.

Colocando o foco em Portugal, nesse mesmo período registaram-se mais de 1.550 novos casos e um valor similar na mortalidade. A Direção-Geral da Saúde alerta para o facto de este cancro ser a quinta maior causa de morte precoce a nível nacional e com uma predominância bastante expressiva no sexo masculino (cerca de 75 por cento dos casos são homens).

É importante salientar que existem vários tipos de cancro do fígado, tendo em conta a tipologia das células cancerígenas. Contudo, 90 por cento dos diagnósticos enquadram-se nos carcinomas hepatocelulares.

Normalmente, os cancros de fígado são antecedidos pela cirrose hepática, que é consequência da doença hepática crónica e considerado o principal fator de risco. Por sinal, a cirrose hepática apresenta como causas comuns a infeção crónica pelo vírus da hepatite B (HBV) ou hepatite C (HCV), a obesidade e, claro, o excesso de ingestão de álcool.

Para se proteger desta doença é essencial tomar algumas precauções no quotidiano, nomeadamente através de um estilo de vida saudável. Para tal deve:

  • Adotar uma alimentação nutritiva e práticas desportivas regulares;
  • Não consumir álcool;
  • Não consumir drogas nem partilhar objetos, como seringas;
  • Vacinar-se contra a hepatite B;
  • Priorizar as práticas sexuais seguras, com recurso a preservativo;
  • Cumprir a medicação prescrita pelo seu Hepatologista.

No que diz respeito aos sintomas que podem denunciar a presença do tumor no organismo, é possível destacar:

  • Perda de peso inexplicável;
  • Fadiga;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas ou vómitos;
  • Fígado e baço dilatado;
  • Dor abdominal ou junto à omoplata direita;
  • Inchaço ou acumulação de fluidos no abdómen;
  • Icterícia.

Já o diagnóstico, usualmente, é feito através de análises sanguíneas, exame radiológico e exame histopatológico. O estadio do cancro detetado vai determinar o tratamento adequado, podendo incluir cirurgia, transplante hepático, técnicas de ablação, radioterapia ou terapia sistémica.

A deteção e tratamento precoce são a chave para eliminar a doença com sucesso,  se apresentar sintomas não os ignore!

Todavia, um resultado negativo não deve fazê-lo baixar as guardas ao cancro do fígado. Faça uma avaliação periódica com o seu médico hepatologista e opte sempre por hábitos que protejam a sua saúde e a dos outros.

Um artigo de opinião de José Presa, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF).

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