Cada dia põe em causa três mil operações e, fazendo as contas, as greves deste mês na Saúde ameaçam deixar 18 mil cirurgias por fazer. Os números resultam das estimativas da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH).

Muitas destas operação não serão sequer compensadas este ano. "E no primeiro trimestre já tivemos outros dois dias de greve", lembra o dirigente da APAH, Alexandre Lourenço, que acrescenta que com paralisações sucessivas será mais difícil de compensar a atividade perdida.

Alguma desta atividade programada [cirurgias e consultas] não será recuperada este ano
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"Até porque estamos num período de maiores dificuldades nos hospitais, com muitos feriados a meio da semana, com pontes, a que se juntam restrições na contratação de profissionais. Não sendo realizada agora, alguma desta atividade programada não será recuperada este ano", disse ao Diário de Notícias.

Greve de dois dias dos trabalhadores da saúde

Uma greve de dois dias que arrancou hoje foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap) e abrange todos os trabalhadores da saúde, exceto médicos e enfermeiros, dos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde, como hospitais ou centros de saúde.

O protesto exige a aplicação do regime de 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores, progressões na carreira e o pagamento de horas extraordinárias vencidas e não liquidadas.

Segundo o secretário-geral do Sintap, o sindicato foi convocado para uma reunião na próxima sexta-feira para continuar as negociações do contrato coletivo de trabalho, que já está a ser negociado "há seis anos, sem qualquer tipo de resultados".

O Governo, defendeu, tem de dar "resposta aos problemas, acabar com a precariedade e acabar também com a sobrecarga" de muitos dos profissionais, face à falta de pessoal na maioria dos serviços.

No dia 25 deste mês, trabalhadores do setor da saúde voltam a cumprir um dia de greve, uma paralisação marcada pelos sindicatos afetos à CGTP.

Já na próxima semana, são os sindicatos médicos que têm uma greve de três dias agendada, para os dias 8, 9 e 10.

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