Médico há 45 anos, Francisco George lança na quinta-feira um livro em que partilha a sua experiência como diretor-geral da Saúde e apresenta uma “fórmula resumida” de como se pode “viver mais tempo e melhor”.

“Trata-se de um ensaio editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos que reflete o pensamento de quem exerceu, como eu, muitos anos como médico especialista em saúde pública, na qualidade de dirigente da Administração Pública, como diretor-geral da Saúde”, disse hoje à agência Lusa Francisco George.

É um trabalho que interessa a todos na perspetiva de conservação da saúde

No seu entender, esta partilha de experiência devia ser “um exercício quase obrigatório no final de mandatos para quem exerce cargos na administração pública desta natureza”. 

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Propostas para obter saúde

No livro “Prevenir doenças e conservar a saúde”, Francisco George aborda as “questões mais importantes” no que se refere à prevenção das doenças, aos problemas e desafios da saúde pública e apresenta propostas cientificamente fundamentadas. “Trata-se de um ensaio que aborda as questões da saúde pública a nível individual, familiar e de Portugal no seu todo”, disse o autor do livro, considerando ser “um trabalho que interessa a todos na perspetiva de conservação da saúde”.

De acordo com Francisco George, que preside atualmente a Cruz Vermelha Portuguesa, o ensaio apresenta “uma fórmula resumida para cada um de nós viver mais tempo e melhor”.

Essa fórmula impõe mais literacia em saúde, a prática de exercício físico regular, uma alimentação saudável, a moderação do consumo de álcool, a eliminação da exposição ao fumo do tabaco, a participação dos cidadãos nos resultados terapêuticos, mas também “o benefício de prestações sociais justas”,

Isto implica “o fácil acesso a prestações de saúde com qualidade, incluindo a prevenção primária, secundária e terciária”.

No conjunto, haverá “ganhos em saúde” e os portugueses poderão “viver mais tempo e melhor, mas também com mais democracia porque o desaparecimento, a repressão das desigualdades e iniquidades conduz a mais democracia”, defendeu o ex-diretor-geral da Saúde, que exerceu este cargo entre 2005 e 2017.

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Curva epidémica de doenças crónicas

Relativamente aos desafios para o futuro, o especialista em saúde pública apontou as alterações climáticas, “a preocupante resistência das bactérias aos antibióticos” e as doenças crónicas. “Nós temos importantes desafios para o futuro, as respostas têm de ser planeadas, bem implementadas e envolvem todos, governantes, médicos, enfermeiros, especialistas e os cidadãos, que são chamados a trabalhar em conjunto na perspetiva de poderem concretizar respostas aos grandes desafios da atualidade”, sublinhou.

Francisco George alertou para a necessidade de reduzir “a curva epidémica” que as doenças crónicas hoje representam. “Temos que reduzir e desacelerar o aumento das doenças crónicas não transmissíveis como é o caso do cancro, das doenças cardiovasculares, da diabetes, além de outras doenças crónicas que têm como denominador comum estilos de vida de risco em relação á saúde”, sustentou.

O livro é apresentado na quinta-feira na sede nacional da Cruz Vermelha Portuguesa numa cerimónia que inclui um debate com o autor do ensaio e o psiquiatra Daniel Sampaio.

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