Marcelo Rebelo de Sousa falava numa cerimónia de apresentação de cumprimentos de ano novo pelo corpo diplomático acreditado em Portugal, no Palácio de Queluz, em que apelou ao bom senso, considerando “é o bem hoje mais raro na política doméstica e na política global”.

O chefe de Estado disse aos diplomatas estrangeiros, com quem não se reunia em conjunto desde o início de 2020, que nestes “dois anos de pandemia” testemunharam em Portugal “uma crise económica abrupta com reflexos imediatos no agravamento da pobreza e das desigualdades”, mas também “a coragem dos portugueses, um dos povos mais disciplinados” no combate à covid-19.

“Puderam, finalmente, certificar a resistência do nosso tecido empresarial, recuperando nas exportações, superando em 2021 o investimento de 2019, mostrando baixas taxas de desemprego, começando a controlar rapidamente o défice, aumentando sempre que possível o turismo”, acrescentou.

O Presidente da República terminou este curto balanço declarando: “Estamos mais perto da superação da pandemia, mas longe do que sonhávamos em 2019 poder ser o nosso crescimento, a nossa correção de injustiças, o nosso acertar o passo na Europa e afirmar com mais força a nossa presença no mundo”.

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