Pessoas envolvidas diretamente nas experiências, ou em alguns casos os seus familiares, apresentaram uma ação civil contra as três instituições por testes realizados durante as décadas de 1940 e 1950 com cidadãos guatemaltecos.

O juiz do tribunal distrital de Maryland Theodore Chuang acatou a ação e negou o argumento de que a recente decisão da Suprema Corte que protege empresas estrangeiras nos EUA de processos por abusos aos direitos humanos cometidos fora do país também se aplica aos grupos locais.

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Chuang considerou que permitir o seguimento deste processo "promoverá a harmonia" ao permitir que estrangeiros recorram aos tribunais nos Estados Unidos.

Investigadores infetaram pessoas com doenças sexualmente transmissíveis

As experiências com humanos realizadas na Guatemala - nunca publicadas - foram reveladas em 2010 pela médica Susan Reverby, que descobriu anotações do cientista encarregado dos testes, John Cutler, falecido em 2003.

Cutler e sua equipa recrutaram soldados, deficientes mentais, prostitutas e presidiários na Guatemala para um estudo sobre a ação da penicilina contra a transmissão de doenças sexuais, algo que em 2010 levou o então presidente, Barack Obama, a desculpar-se pessoalmente pelo caso.

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Inicialmente, os investigadores infetaram trabalhadoras sexuais guatemaltecas com gonorreia e sífilis, para que mantivessem sexo sem proteção com soldados e presidiários.

83 mortos

Os envolvidos não foram informados do propósito da investigação, dos riscos ou das consequências potencialmente fatais.

As experiências afetaram milhares de pessoas e quando o caso veio à tona, o então presidente da Guatemala, Alvaro Colom, qualificou os atos como "crimes contra a humanidade".

Uma comissão oficial norte-americana que investigou os fatos em 2011 concluiu que pelo menos 83 pessoas submetidas à experiência morreram na sequência dos procedimentos.

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