17 de junho de 2014 - 09h22
O serviço de urgência do Hospital de Mirandela é, em teoria, médico-cirúrgico, mas na prática não passa de um serviço de urgência básico por falta de médicos. A unidade tem apenas um cirurgião e não dois, como é obrigatório. A denúncia foi feita por Miguel Guimarães, presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos.
Apesar das insuficiências, os doentes são obrigados a pagar taxa moderadora correspondente a uma urgência médico-cirúrgica, 18,05 euros. Caso não possam ser atendidos em Mirandela, são enviados para o hospital de Bragança, a cerca de 60 quilómetros.
Os habitantes do Nordeste Transmontano são obrigados a percorrer longas distâncias não comparticipadas e,  mesmo nas emergências médicas, o INEM transporta para o local adequado, “mas depois deixa pessoas carenciadas a 30, 60 ou mais quilómetros de casa”, sendo que o regresso “pode custar 150 euros de táxi” e esta quantia é “uma parte considerável da pensão de reforma da maior parte dos utentes da região”, cita o jornal Público. 
Estas foram algumas das deficiências denunciadas na segunda-feira (16.06) pelos responsáveis da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos (OM), que escolheram precisamente o distrito de Bragança para arrancar com as conferências de imprensa em que prometem tornar público o que vai mal no Serviço Nacional de Saúde. 
A ação pretende ser uma forma de pressão para obrigar o ministro da Saúde a negociar e a cumprir uma série de promessas.
A Federação Nacional dos Médicos já anunciou que vai convocar dois dias de greve em julho, mas o Sindicato Independente dos Médicos não tenciona aderir.
Entretanto, desde o dia 11, dia em que foi criado um email na OM do Norte para envio de denúncias sobre o SNS, foram já recebidas 89, revelou. Algumas “parecem até bastantes graves”, adianta Miguel Guimarães, refere o jornal supracitado.
Por SAPO Saúde

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