Ouvido na Comissão de Saúde, para prestar informação e esclarecimentos na sequência das medidas tomadas para aumentar o aproveitamento de plasma em Portugal, o presidente do Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST), Hélder Trindade, mostrou-se preocupado com o alarme lançado na opinião pública por causa de notícias na comunicação social relacionadas com o desperdício de plasma e consequente diminuição de dádivas.

Esta preocupação assume proporções mais gravosas para o responsável pelo facto de se estar a entrar no verão, época de habitual redução do número de dádivas.

A título de exemplo, citou os dados mais recentes, relativos a terça-feira, segundo os quais estavam previstas 817 inscrições, mas houve apenas 728 inscrições efetivas, das quais, resultaram pouco mais de 500 colheitas.

“Toda esta campanha, vejo-a com enormíssima preocupação, porque vai influenciar de forma negativa a opinião pública e os dadores, sobretudo num altura complicada em que está a iniciar-se o verão”, alertou.

Hélder Trindade lamentou ainda ver instituto enredado numa “teia” por causa do desperdício de plasma, um problema que existe em Portugal há vários anos e que só conheceu um real avanço desde que está à frente do IPST.

“Há um trabalho de três anos que nunca tinha sido feito para chegarmos onde chegámos. Temos feito um trabalho o mais correto e o mais célere possível, para termos plasma inativado português [desde final de 2014], algo nunca feito até agora e vemo-nos enrolados nesta teia”, afirmou, acrescentando: “estamos a falar de plasma, plasma, plasma, mas o que é preciso todos os dias é de sangue e plaquetas”.

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