"Testei positivo para o novo coronavírus, estou em casa e sinto-me bem. Neste momento uma equipa de técnicos do Ministério da Saúde Pública estão na minha residência a proceder a colheitas dos meus familiares e pessoas mais próximas", referiu Nuno Nabian.

O primeiro-ministro salienta que também estão infetados com o novo coronavírus "uma boa parte dos membros da Comissão Interministerial".

"Esse é o risco que assumimos desde o início para enfrentar esta batalha contra a COVID-19, estive sempre na vanguarda juntamente com todos, incluindo o pessoal da saúde que diariamente enfrenta riscos de contágio", disse Nuno Nabian.

Na mensagem, o primeiro-ministro guineense apela à população para levar a sério o vírus, que "existe e se propaga rapidamente".

O ministro da Saúde guineense, António Deuna, confirmou na terça-feira na televisão pública que vários membros do Governo, incluindo o primeiro-ministro, deram positivo para a COVID-19.

Fonte governamental confirmou à Lusa que além do primeiro-ministro estavam infetados o ministro do Interior, Botché Candé, o secretário de Estado da Ordem Pública, Mário Fambé, e a secretária de Estado da Administração Territorial, Mónica Buaro.

Com a confirmação daqueles quatro casos, aumenta para 78 o número de registos de COVID-19 na Guiné-Bissau, incluindo uma vítima mortal e 18 recuperados.

As contaminações anunciadas pelo Ministro da Saúde estão relacionadas com a rede de transmissão do alto funcionário do Ministério do Interior, que morreu no sábado, e que tinha dado positivo para COVID-19.

Na sequência da morte do alto funcionário, os serviços administrativos do Ministério do Interior já tinham sido encerrados para despistagem a dirigentes e funcionários.

Alguns membros do Governo guineenses pediram também para serem submetidos a testes na sequência de contactos com funcionários daquela instituição.

No domingo, o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou, pela segunda vez, o estado de emergência no país até 11 de maio.

No âmbito do combate à pandemia, as autoridades guineenses encerraram também as fronteiras, serviços não essenciais, incluindo restaures, bares e discotecas e locais de culto religioso, proibiram a circulação de transportes urbanos e interurbanos e limitaram a circulação de pessoas ao período entre as 07:00 e as 14:00 horas.

O número de mortes provocadas pela COVID-19 em África subiu para 1.521 nas últimas horas, com quase 35 mil casos da doença registados em 52 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 215 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 840 mil doentes foram considerados curados.

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Lifestyle diariamente no seu email.

Notificações

Os temas mais inspiradores e atuais estão nas notificações do SAPO Lifestyle.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.