Desde o início da pandemia, Portugal contabilizou 1.712 mortes associadas à COVID-19 e 49.692 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação a ontem, registaram-se mais sete óbitos, 313 infetados e 318 recuperados. Ao todo há já 34.687 casos de recuperação em Portugal. 

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Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continua a ser a região do país com mais novos episódios de infeção pelo novo coronavírus, com 253 das 313 novas infeções (80,83%).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 828 óbitos (os mesmos que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (576 +6), Centro (252 =) e Alentejo (20 +1). Pelo menos 15 mortes foram registadas no Algarve. Há 15 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 420 doentes internados, menos 11 que ontem, e 52 em unidades de cuidados intensivos, menos sete que na quinta-feira. Pelo menos 1.544 pessoas aguardam resultado laboratorial e 34.870 estão em vigilância pelas autoridades.

Desde 1 de janeiro registaram-se 429.254 casos suspeitos, sendo que 378.018 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas no documento de hoje disponibilizado pela DGS, 1.150 (+4) tinham mais de 80 anos, 330 (+3) tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 152 entre os 60 e 69 anos, 55 entre 50 e 59, 20 entre os 40 os 49, três entre os 30 e os 39 anos e dois entre os 20 e os 29 anos.

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A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país que regista o maior número de infeções, com 25.110 (+253), seguida da região Norte (18.441 +26), da região Centro (4.392 +5), do Algarve (817 +21) e do Alentejo (639 +28). Nos Açores, existem 160 casos confirmados (+1) e na Madeira 105 (+3).

Relativamente aos concelhos, não houve atualizações, uma vez que a DGS decidiu passar a atualizar esses dados apenas à segunda-feira. Lisboa continua assim a registar o maior número de infeções pelo coronavírus, com 4.240 casos, seguido de Sintra (3.476), Loures (2.197), Amadora (2.090), Vila Nova de Gaia (1.786), Porto (1.437), Odivelas (1.425), Matosinhos (1.313), Cascais (1.302), Braga (1.265), Gondomar (1.102), Oeiras (1.030), Vila Franca de Xira (973), Maia (957), Seixal (797), Valongo (782), Guimarães (739), Almada (774), Ovar (702) e Coimbra (626).

Distribuição por idades

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (8.219 +49), seguida da faixa dos 30 e 39 anos (8.110 +65) e das pessoas entre 50 aos 59 anos (7.549 +34).

O país registou até ao momento 7.568 doentes com idades entre os 20 e os 29 anos, 5.750 (+27) em pessoas mais de 80 anos, 4.999 (+31) entre os 60 e 69 anos e 3.474 (+11) entre os 70 e 79 anos.

A DGS dá conta ainda de 2.243 (+24) casos de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos e de 1.713 (+18) de crianças até aos nove anos.

De acordo com o documento, 35% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 28% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 14% fraqueza generalizada e 10% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 90% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
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Os casos importados

Há várias semanas que não há alteração nos dados dos casos importados em Portugal. Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 13 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito, quatro da Índia e também quatro da Indonésia.

Há ainda três casos importados de Angola, Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Arábia Saudita, Azerbaijão, China, Dinamarca, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Pandemia já matou mais de 633 mil pessoas e infetou 15,5 milhões em todo o mundo

A pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus já provocou a morte a mais de 633 mil pessoas e infetou mais de 15,5 milhões em todo o mundo, de acordo com o último balanço feito pela Agência France-Presse (AFP). De acordo com o balanço da AFP, que se reporta às 11h00, estão registados pelo menos 633.711 mortos e 15.535.790 casos de infeção diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da pandemia. Pelo menos 8.718.700 pessoas são consideradas curadas.

Durante o dia de quinta-feira foram registados 285.396 novos casos e 6.696 mortes em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de óbitos nos seus últimos balanços foram o Brasil (1.311), os Estados Unidos (1.225) e a Índia (740).

Os Estados Unidos da América(EUA) são o país mais afetado pela COVID-19, com 4.038.864 casos registados e 144.305 mortes, segundo o balanço da universidade Johns Hopkins. Pelo menos 1.233.269 pessoas foram consideradas curadas. Depois dos EUA, os países mais afetados são o Brasil, com 84.082 óbitos e 2.287.475 casos de infeção, o Reino Unido, com 45.554 mortes (297.146 casos), o México (41.908 mortes e 370.712 casos) e a Itália (35.092 mortes em 245.338 casos).

Entre os países mais duramente atingidos pela pandemia, a Bélgica é o que regista o maior número de mortes em comparação com a sua população, com 85 óbitos por 100.000 habitantes, seguida pelo Reino Unido (67), Espanha (61), Itália (58) e Suécia (56).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) comunicou oficialmente um total de 83.750 casos (21 novos nas últimas 24 horas), 4.634 mortes (0 novas) e 78.873 casos curados.

A Europa totalizava às 11:00 de hoje 207.118 mortes para 3.026.149 casos de infeção, a América Latina e Caraíbas 176.862 óbitos (4.155.166 casos), os Estados Unidos e Canadá 153.209 mortes (4.151.349 casos), a Ásia 55.123 óbitos para 2.334.358 casos, o Médio Oriente 24.528 mortes (1.063.196 casos), África 16.702 óbitos (790.344 casos), e a Oceania 169 óbitos para 15.228 casos de infeção pelo novo coronavírus.

A AFP sublinha de que o número de infeções registadas reflete apenas uma parcela do número real de casos, uma vez que muitos países não têm recursos suficientes para rastrear o SARS-CoV-2 em larga escala.

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