Desde o início da pandemia, Portugal registou 1.579 mortes associadas à COVID-19 e 42.454 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação a ontem, registaram-se mais 3 óbitos (subida de 0,2%), 313 infetados (aumento de 0,74%) e 293 recuperados. Ao todo há já 27.798 casos de recuperação em Portugal.

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Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continua a ser a região com mais novos episódios de infeção pelo novo coronavírus, com 218 das 313 novas infeções (69,64%).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de terça-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 819 óbitos (+1 que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (475 +2), Centro (248 =) e Algarve (15 =). Pelo menos sete mortes foram registadas no Alentejo, as mesmas que ontem. Há 15 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 503 doentes internados, mais 12 do que na terça-feira, e 79 em unidades de cuidados intensivos, mais seis do que ontem.

Pelo menos 1.450 pessoas aguardam resultado laboratorial e 31.389 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 382.818 casos suspeitos, sendo que 338.914 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas no documento de hoje disponibilizado pela DGS, 1.059 tinham mais de 80 anos, 304 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 144 entre os 60 e 69 anos, 50 entre 50 e 59, 18 entre os 40 os 49, dois entre os 30 e os 39 anos e dois entre os 20 e os 29 anos.

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Infeções por região e concelhos com mais casos

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país que regista o maior número de infeções, com 19.383 (+218 que ontem), seguida da região Norte (17.585 +64), da região Centro (4.121 +11), do Algarve (632 +14) e do Alentejo (491 +7). Nos Açores, existem 150 (=) casos confirmados e na Madeira 92 (-1).

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, com 3.544 (+42 que ontem), seguido de Sintra (2.704 +36), Loures (1.850 +29), Amadora (1.718 +21), Vila Nova de Gaia (1.661 +11), Porto (1.414 =), Matosinhos (1.292 =), Braga (1.256 =), Gondomar (1.093 =), Odivelas (1125 +24), Maia (950=), Cascais (964 +12), Oeiras (810 +15), Valongo (763 =), Vila Franca de Xira (780 +12), Guimarães (725), Ovar (690 =) e Coimbra (613 =).

Idades mais afetadas

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (7.052), seguida da faixa dos 30 e 39 anos (6.789) e das pessoas entre 50 aos 59 anos (6.654).

O país registou até ao momento 6.215 doentes com idades entre os 20 e os 29 anos, 5.300 em pessoas mais de 80 anos, 4.374 entre os 60 e 69 anos e 3.053 entre os 70 e 79 anos.

A DGS dá conta ainda de 1.243 casos de crianças até aos nove anos e 1.740 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com o documento, 37% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 28% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 10% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 90% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
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Os casos importados

Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 13 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

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O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito, quatro da Índia e também quatro da Indonésia.

Há ainda três casos importados de Angola, Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Arábia Saudita, Azerbaijão, China, Dinamarca, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Mais de 511 mil mortos

De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, às 12h00 hoje, 10.509.550 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em finais de dezembro passado, na cidade chinesa de Wuhan, dos quais pelo menos 5.302.100 são agora considerados curados.

Contudo, a AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de infeções, pois alguns países testam apenas casos graves, outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento e muitos estados pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.

Os Estados Unidos, que assinalaram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de óbitos e de casos, com 127.425 mortes em 2.636.538 casos.

Pelo menos 720.631 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades de saúde norte-americanas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 59.594 óbitos e 1.402.041 casos, o Reino Unido, com 43.730 mortes (312.654 casos), a Itália, com 34.767 mortes (240.578 casos) e a França com 29.843 mortos (201.208 casos).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 83.534 casos (três novos entre terça e quarta-feira), incluindo 4.634 mortes (zero novas) e 78.479 curas.

A Europa totalizava às 11:00 TMG de hoje 197.257 mortes e 2.685.179 casos, os Estados Unidos e o Canadá 136.060 mortes (2.740.682 casos), a América Latina e Caraíbas 116.459 mortes (2.587.730 casos), a Ásia 35.023 mortes (1.322.495 casos), o Médio Oriente 16.278 mortes (759.198 casos), África 10.102 mortes (404.945 casos) e a Oceânia 133 mortes (9.328 casos).

Esta avaliação foi realizada usando dados reunidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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