Mais 917 mortes num dia no Reino Unido com total de 9.875

No Reino Unido morreram mais 917 pessoas infetadas nas últimas 24 horas, elevando para 9.875 o total de óbitos até agora devido a pandemia da COVID-19, comunicou hoje o Ministério da Saúde britânico.

Na atualização dos dados feita hoje, o número de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus aumentou para 78.991 casos positivos, mais 5.234 do que no dia anterior.

Na sexta-feira, o balanço diário tinha registado um aumento de 980 mortes e mais 5.706 novas infeções relativamente ao dia anterior.

Os números das mortes referem-se a pacientes diagnosticados com covid-19 que morreram no hospital até às 17:00 horas da véspera e são compilados a partir de dados das direções regionais de Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

O número de pessoas infetadas é contabilizado de forma diferente e inclui os diagnósticos feitos até às 9:00 horas de hoje.

Estas estatísticas não incluem mortes fora do hospital, como aquelas registadas em lares de idosos, e algumas podem não ser incluídas no balanço diário devido a atrasos no registo dos óbitos, refere o ministério da Saúde.

A taxa de criminalidade caiu, mas o número de denúncias de violência doméstica aumentou no Reino Unido desde o início do confinamento decretado para reduzir a propagação da pandemia da COVID-19, revelaram também as autoridades britânicas.

De acordo com Martin Hewitt, presidente do Conselho Nacional de Chefes de Polícia, dados provisórios indicam que a taxa de criminalidade caiu cerca de 21% nas últimas quatro semanas, relativamente ao mesmo período do ano passado.

No entanto, as autoridades britânicas têm registado um aumento de outro tipo de criminalidade, nomeadamente de fraude e abuso infantil com recurso a internet, devido a um maior uso de aparelhos digitais numa altura em que as pessoas passam mais tempo em casa.

Hewitt revelou ainda, durante a conferência de imprensa diária do Governo sobre a crise, que foram detidos 400 suspeitos de violência doméstica em apenas duas semanas na região de West Midlands, no centro de Inglaterra.

Num dia apenas, na semana passada, acrescentou a ministra do Interior, Priti Patel, a linha telefónica de apoio recebeu 120% mais de chamadas do que o normal, levando ao anúncio hoje de um financiamento adicional de dois milhões de libras (2,3 milhões de euros) para ajudar vítimas de violência doméstica.

França regista quase 14 mil mortos devido ao vírus

França registou 353 novos mortes em meio hospitalar devido à pandemia de COVID-19, nas últimas 24 horas, num total de 13.832 mortos desde 01 de março, anunciou hoje o diretor-geral da Saúde.

Segundo Jérôme Salomon, apesar de a maioria das mortes ter acontecido em hospital (8.943), nos lares registaram-se até agora, desde o início da pandemia, 4.889 óbitos. O país registou até agora 93.790 casos de COVID-19.

Há 31.320 pessoas hospitalizadas em França devido à COVID-19, dos quais 6.883 estão nos cuidados intensivos. Nas últimas 24 horas houve 255 novos casos de doentes graves admitidos nestas unidades em todo o país.

Mesmo se o número de doentes em estado grave tem vindo a estabilizar, Salomon lembrou que continua a haver "um número completamente excecional de pacientes" nos hospitais e que é cedo para falar do fim da quarentena.

"É muito cedo e não é razoável falar sobre o futuro", adiantou Jérôme Salomon, sobre o possível fim do confinamento.

O Palácio do Eliseu anunciou no final da semana passada que a quarentena continuará para além do dia 15 de abril e o Presidente, Emannuel Macron, vai falar ao país na próxima segunda-feira.

O chefe de Estado deve apontar uma nova data para o prolongamento da quarentena, mas também dos próximos passos da luta contra a COVID-19 no país

Espanha com 510 mortes, o menor número desde 23 de março

Espanha registou, nas últimas 24 horas, 510 mortes devido ao novo coronavírus, o número mais baixo desde 23 de março, havendo até agora um total de 16.353 óbitos, segundo as autoridades sanitárias.

De acordo com o Ministério da Saúde espanhol, há 4.830 novos infetados, um pequeno aumento em relação a sexta-feira, mas que não põe em causa a tendência de queda dos últimos dias, sendo agora o total de pessoas que contraíram a doença de 161.852 (dados consolidados às 20:00 de sexta-feira, hora de Lisboa).

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, 59.109 pessoas foram consideradas como curadas em Espanha, uma percentagem de 37%, que está a subir, em relação aos casos positivos confirmados.

O governo espanhol decidiu prolongar até às 24:00 de 25 de abril o controlo nas fronteiras terrestres do país com Portugal e França, em vigor desde 17 de março.

O Ministério do Interior (Administração Interna) espanhol adverte em comunicado de imprensa que a ordem “está sujeita a novas prorrogações, se necessário”.

O restabelecimento dos controlos nas fronteiras internas da Espanha com a França e Portugal entrou em vigor em 17 de março, no âmbito das medidas de confinamento da COVID-19 e com o objetivo de proteger a saúde e a segurança dos cidadãos.

Itália com 619 mortes em 24 horas

O número de mortos em Itália devido à COVID-19 aumentou hoje para 19.468, com mais 619 nas últimas 24 horas.

De acordo com um comunicado divulgado pela Proteção Civil italiana, citado pela agência espanhola Efe, o número total de contagiados pelo SARS-CoV-2 em Itália é agora de 152.271, tendo-se confirmado mais 4.694 pessoas infetadas no último dia.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já provocou mais de 103 mil mortos e infetou mais de 1,7 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Dos casos de infeção, mais de 341 mil são considerados curados.

Itália deixou de ser o país com maior número de mortos tendo sido ultrapassado pelos EUA, que contabiliza mais de 20 mil mortos.

Na sexta-feira, os Estados Unidos tornou-se no primeiro país do mundo a ultrapassar as 2.000 mortes por COVID-19 num único dia, com 2.108 óbitos. O estado de Nova Iorque é o epicentro da pandemia nos Estados Unidos.

Alemanha regista quase 60 mil casos curados

Os casos de COVID-19 na Alemanha subiram 4.133 em apenas um dia para um total de 117.658, e o número de pessoas curadas aumentou 3.300 para 57.400, segundo o Instituto Robert Koch.

A entidade responsável pela prevenção e controlo de doenças adianta que houve um crescimento de 171 vítimas mortais em relação ao dia anterior, para o total de 2.544.

A Baviera, maior estado federado da Alemanha, continua a registar o maior aumento e o maior número de casos do país, aumentando 747 para 31.453.

De acordo com Academia Nacional de Ciências Leopoldina, para que exista um relaxamento das medidas de contenção da pandemia no país, vai ser necessário o uso massivo de máscaras faciais de proteção.

Em declarações ao Der Spiegel, publicadas na sexta-feira, um membro desta organização de referência na Alemanha sublinhou que “a máscara deve tornar-se um novo standard social”.

Uma nova sondagem publicada este sábado indica que dois terços dos alemães estão satisfeitos com a gestão que o Governo tem feito da crise provocada pelo novo coronavírus, uma tendência que tem estado sempre a aumentar nas últimas semanas.

No estudo do instituto YouGov para a agência de notícias alemã, 66% dos entrevistados classificou o trabalho da coligação liderada por Angela Merkel como positivo. Há duas semanas era 54%. A proporção de insatisfação caiu de 38 para 27%.

Bulgária impõe uso obrigatório de máscara

A Bulgária vai impor, a partir da meia-noite de hoje, o uso obrigatório de máscara em todos os espaços públicos, para evitar a propagação da COVID-19, anunciou o primeiro-ministro búlgaro, Boiko Borisov.

Falando em conferência de imprensa, Borisov assegurou que existem máscaras suficientes nas farmácias e drogarias do país.

“Além disso, cada um pode costurar uma máscara e, em último caso, tapar a boca e o nariz com um cachecol”, afirmou o chefe do Governo búlgaro.

A medida entra em vigor quando se celebra uma das principais festas para os cristãos ortodoxos, o domingo de ramos e a Páscoa, com a concentração de inúmeros fiéis nos templos.

As cerca de 4.000 igrejas do país mantêm-se abertas, ao contrário do que acontecerá noutros países de maioria ortodoxa da região, mas os serviços religiosos vão realizar-se ao ar livre, em frente às igrejas, com a polícia a assegurar que é respeitado o distanciamento de dois metros entre as pessoas.

A Bulgária registou até o momento 648 casos da COVID-19, com 26 mortos e 62 recuperados.

Mais 35 mortos e 515 casos confirmados nas últimas 24 horas em Portugal

Portugal regista hoje 470 mortes associadas à COVID-19 e 15.987 infetados, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Relativamente a sexta-feira, há um aumento de 35 mortes (aumento percentual de 8%) e 515 casos (aumento percentual de 3,3%).

No total, há já 266 pessoas recuperadas, mais 33 em relação aos dados de ontem.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de sexta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 258 óbitos, seguida da região Centro (113), da região de Lisboa e Vale do Tejo (87) e do Algarve (9). Há 3 mortes registadas também nos Açores, mas uma do que na sexta-feira. No Alentejo e na Madeira não há óbitos registados.

No total, há 1.175 doentes internados, menos quatro que ontem, e 233 doentes em cuidados intensivos, mais sete que ontem.

Pelo menos 3.961 pessoas aguardam resultado laboratorial e 25.432 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 130.300 casos suspeitos, sendo que 110.352 não se confirmaram.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 9.264, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo, com 3.834 casos, da região Centro (2.327), do Algarve (279) e do Alentejo, que hoje apresenta 130 casos. Nos Açores, existem 94 casos confirmados e na Madeira 59.

Notícia atualizada às 19h10 com o boletim francês.

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