Na intervenção realizada na reunião no Infarmed que juntou especialistas em saúde pública e políticos, Baltazar Nunes apresentou, em nome do grupo de peritos criado para a definição de critérios para a resposta à pandemia, um conjunto de indicadores que devem orientar a implementação de medidas.

Entre os indicadores mais importantes, o investigador realçou como objetivos uma incidência a 14 dias inferior a 60 casos por 100 mil habitantes, um índice de transmissibilidade (Rt) abaixo de 1, uma taxa de positividade nos testes menor do que 4% e um atraso na notificação em menos de 10% dos casos confirmados, o isolamento precoce e rastreio de contactos em 24 horas de pelo menos 90% dos casos, uma taxa de ocupação em cuidados intensivos até 85% para a capacidade após março de 2020, e a vigilância e controlo das variantes.

“O que propomos é um referencial de análise conjunta destes indicadores. Têm de ser analisados em conjunto. Como indicadores principais que têm de ser monitorizados identificamos a incidência acumulada a 14 dias, o Rt e o número de camas ocupadas em unidades de cuidados intensivos”, sintetizou.

Paralelamente, Baltazar Nunes enfatizou a importância de uma atuação rápida ao nível da tomada de decisão sobre as medidas de restrição quando o Rt cresce e supera o 1, porque isso indicia uma nova tendência de crescimento da pandemia no país.

“A urgência de agir e a intensidade das medidas passa por analisar os tempos até atingir os 240 casos por 100 mil habitantes”, referiu, apontando ao máximo utilizado por vários países, sublinhando a questão com um exemplo: “Se tiver uma incidência abaixo de 60 casos, mas um Rt de 1,2 posso só ter 30 dias para atingir o máximo de 240 casos por 100 mil habitantes”.

De acordo com o perito do INSA, a evolução da pandemia apresenta ainda algumas assimetrias a nível regional, com destaque negativo para a área metropolitana de Lisboa.

“A nível nacional estamos muito próximos dos 120 casos por 100 mil habitantes, mas há alguma diversidade em relação às regiões. Norte, Centro, Alentejo e Algarve já estão abaixo, mas Lisboa e Vale do Tejo está acima dos 120 casos por 100 mil habitantes”, observou, finalizando com o anúncio de que a análise da situação epidemiológica e os indicadores hoje referenciados vão passar a ser publicados de forma periódica.

Em Portugal, morreram 16.540 pessoas dos 810.094 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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