Portugal regista esta quinta-feira mais 888 casos de COVID-19 e cinco óbitos associado à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 18.149 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.088.133 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 671 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.038.529 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 41,7% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.723 (+2), seguida do Norte com 5.597 óbitos (=), Centro (3.179, +2) e Alentejo (1.052, +1). Pelo menos 479 (=) mortos foram registados no Algarve. Há 45 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 74 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 318 doentes internados, mais dois do que ontem, e 60 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos um do que no dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 31.455 casos ativos da infeção em Portugal — mais 212 do que ontem — e 21.930 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 350 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 420.240 (+370), seguida da região Norte (415.594 +221), da região Centro (146.416, +176), do Alentejo (40.108, +35) e do Algarve (43.851, +51). Nos Açores existem 9.295 casos contabilizados (+13) e na Madeira 12.629 (+22).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 94,8 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,06. Com estes valores, o país está fora do quadrante verde da matriz de risco, passando para uma zona de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,08. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.842 (+3) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.886, +1), entre 60 e 69 anos (1.651, +1) entre 50 e 59 anos (523, =), 40 e 49 anos (182, =) e entre 30 e 39 anos (47, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.519 são do sexo masculino e 8.630 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 177.177 (+157) infeções, seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 174.428 (+138), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 160.353 (+126). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 148.315 (+112) infeções reportadas. A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 116.768 (+79), entre os 60 e os 69 anos soma 100.775 (+82) e a com 80 ou mais anos totaliza 77.293 (+41) casos. Por último, surge a faixa etária dos 0-9 anos com 68.218 (+89) infeções reportadas desde o início da pandemia.

Desde o início da pandemia, houve 503.407 homens infetados e 583.980 mulheres, sendo que se desconhece o género de 746 pessoas.

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Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia de COVID-19 matou, até hoje, pelo menos 4.969.926 pessoas em todo o mundo desde o final de dezembro de 2019, segundo um balanço realizado pela agência de notícias francesa AFP com base em fontes oficiais. No total, 244.943.060 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Nas últimas 24 horas registaram-se mais 9.161 mortes e 472.210 novos casos de covid-19 em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de mortes nos seus levantamentos mais recentes são os Estados Unidos com 2.459 novas mortes, Rússia (1.159) e Índia (733).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 741.235 mortes para 45.704.110 casos, de acordo com o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 606.679 mortes e 21.766.168 casos, a Índia com 456.386 mortes (34.231.809 casos), o México com 287.274 mortes (3.793.783 casos) e a Rússia com 235.057 mortos (8.392.697 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 607 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bósnia-Herzegovina (349), Macedónia do Norte (340), Bulgária (337), Montenegro (331) e Hungria (317).

A América Latina e Caraíbas totalizaram até hoje 1.517.838 mortes para 45.821.948 casos, a Europa 1.387.393 mortes (73.455.498 casos), a Ásia 866.915 mortes (55.649.817 casos), os Estados Unidos e Canadá 770.069 mortes (47.407.245 casos), a África 217.508 mortes (8.483.608 casos), o Médio Oriente 207.498 mortes (13.875.031 casos) e a Oceânia 2.705 mortes (249.916 casos).

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