Portugal regista esta quarta-feira mais 890 casos de COVID-19 e nenhum óbito associado à doença, segundo o último relatório diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 17.037 pessoas com a doença em Portugal e foram identificados 854.522 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

Hoje registaram-se também 525 casos de recuperação. Ao todo há 813.489 doentes recuperados da doença em território nacional desde março de 2020.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 591 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 66,5% do total de diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.219 (=), seguida do Norte com 5.357 óbitos (=), Centro (3.025, =) e Alentejo (971, =). Pelo menos 363 (=) mortos foram registadas no Algarve.

Há 33 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 69 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 307 doentes internados, mais 11 do que ontem, e 70 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais quatro do que na terça-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 23.996 casos ativos da infeção em Portugal — mais 365 que ontem — e 27.078 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 386 que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 341.742 (+140), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (324.250, +591), da região Centro (120.282, +61), do Alentejo (30.350, +41) e do Algarve (22.500, +27).

Nos Açores existem 5.628 casos contabilizados (+25) e na Madeira 9.770 (+5).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 74,8 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - uma subida face aos 72,2 de segunda-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,05 (inferior ao valor de há dois dias).

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,07. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco da DGS
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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.188 (=) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.632, =), entre 60 e 69 anos (1.535, =), entre 50 e 59 anos (467, =), 40 e 49 anos (155, =) e entre 30 e 39 anos (44, =). Há ainda 12 mortes registadas entre os 20 e os 29 anos (=), duas entre os 10 e os 19 anos (=) e duas entre os 0 e os 9 anos (=).

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 8.948 são do sexo masculino e 8.089 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 141.976 (+167) casos, seguida da faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 126.530 (+118) casos, e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 123.272 (+166). Logo depois surge a faixa etária dos 20 aos 29 anos, com 122.882 (+151).

Desde o início da pandemia, houve 388.614 homens infetados e 465.515 mulheres, sendo que se desconhece o género de 393 pessoas.

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Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Último balanço mundial da AFP

A pandemia de COVID-19 já fez pelo menos 3.750.028 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China, em dezembro de 2019, segundo o balanço diário da agência AFP. Mais de 173.909.210 pessoas foram infetadas pelo novo coronavírus em todo o mundo, segundo o balanço, feito às 11:00 TMG (12:00 em Lisboa) de hoje com base em fontes oficiais.

Na terça-feira, registaram-se 10.230 mortes e 367.184 novas infeções, segundo os números coligidos e divulgados pela agência francesa de notícias. Os países que registaram mais mortes nesse dia foram o Brasil (2.378), Índia (2.219) e Argentina (721).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado, tanto em número de mortes como de infeções, com um total de 598.326 mortes e 33.393.238 casos, segundo os dados da universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 476.792 mortes e 17.037.129 casos, Índia com 353.528 mortes (29.089.069 casos), México com 229.100 mortes (2.438.011 casos) e Peru com 187.157 mortes (1.987.933 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 568 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Hungria (309), Bósnia (288), República Checa (282) e Macedónia do Norte (262).

Em termos de regiões do mundo, a América Latina e Caraíbas totalizaram 1.188.521 mortes para 34.223.154 casos, Europa 1.146.021 mortes (53.366.408 casos), os Estados Unidos e Canadá 624.112 mortes (34.788.251 casos), a Ásia 511.996 mortes (37.748.608 casos), o Médio Oriente 145.296 mortes (8.784.128 casos), África 132.978 mortes (4.948.846 casos) e Oceânia 1.104 mortes (49.816 casos).

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