Tanto pelos incómodos que provoca, como pelas consequências que invariavelmente surgem com o seu agravamento, a doença hemorroidária continua a ser uma causa frequente de sofrimento e perda de qualidade de vida.

Em muitos dos casos os sintomas são leves e não motivam grandes preocupações, mas à medida que a doença evolui, as queixas tornam-se cada vez mais acentuadas, refletindo-se muitas vezes nas rotinas do quotidiano.

Não são raros os doentes que, após terem sido operados às hemorroidas, dão testemunhos impressionantes da sua falta de qualidade de vida antes do tratamento. Recordo os testemunhos de vários deles que iniciavam o seu dia com um ritual de mais de uma hora reservado à sua higiene íntima, e de outros que, pelas constantes perdas de sangue, não podiam dispensar o uso de penso higiénico no seu dia a dia.

Sinais e sintomas

Os sintomas e os sinais decorrentes da presença de hemorroidas são variados, mas todos devem ser levados em linha de conta, dado que coincidem  com os que são  provocados por situações mais graves como as doenças inflamatórias do intestino ou mesmo os tumores malignos do reto e do ânus.

Uma das queixas mais frequentes são as hemorragias que, para além de incómodas por interferirem com uma vida normal, podem também ser responsáveis pelo aparecimento de anemia com vários graus de gravidade.

Perante estas realidades, é lícito perguntar quais as razões que levam a quem sofre de hemorroidas, prolongue e agrave a sua situação, arrastando por vezes queixas durante anos e anos.

A resposta a esta questão reside principalmente no constrangimento e na vergonha perante a perspetiva de um exame médico, mas também no medo do sofrimento após a cirurgia

Como se trata?

O tratamento cirúrgico das hemorroidas está tradicionalmente associada a um pós-operatório muito doloroso, uma recuperação longa e difícil e ainda ao receio do aparecimento de incontinência fecal.

Apesar de já contar com mais de noventa anos, o clássico tratamento cirúrgico da doença hemorroidária é ainda hoje bastante praticado e consiste na excisão, através de corte, dos vasos sanguíneos dilatados.

A cicatrização é demorada e a dor no período pós operatório é geralmente intensa, prolongada e incapacitante por interferir frequentemente com as atividades normais do quotidiano.

Ao longo dos anos, com o aparecimento de novas tecnologias, têm vindo a surgir alternativas que aliam a eficácia a um menor caráter invasivo.

De entre estes vários procedimentos ressalta uma nova técnica cirúrgica mini invasiva apoiada na tecnologia laser.

Tendo como objetivo, tal como a técnica antiga, a destruição das hemorroidas, difere desta por tal ser conseguido através de uma fibra óptica que emitindo energia laser destrói os tecidos doentes evitando o corte.

Tal diferença resulta numa baixíssima intensidade de dor pós-operatória, assim como a possibilidade de uma rápida recuperação e um precoce regresso à vida ativa após a cirurgia.

A minha experiência, iniciada em 2017 e contando já com várias centenas de doentes operados, permite atestar a eficácia e um alto grau de satisfação da esmagadora maioria destes doentes.

Tal evidência leva-me  a prosseguir neste tipo de tratamento com o entusiasmo e a certeza de estar no rumo certo.

Um artigo do médico cirurgião Eduardo Xavier.

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