Portugal regista esta segunda-feira mais 625 casos de COVID-19 em dia sem óbitos associados à doença, segundo o último relatório diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 17.047 pessoas com a doença em Portugal e foram identificados 858.072 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

Hoje registaram-se também 280 casos de recuperação. Ao todo há 815.622 doentes recuperados da doença em território nacional desde março de 2020.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 401 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 64,2% do total de diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.226 (=), seguida do Norte com 5.359 óbitos (=), Centro (3.025, =) e Alentejo (971, =). Pelo menos 364 (=) mortos foram registadas no Algarve.

Há 33 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 69 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 340 doentes internados, mais 15 do que ontem, e 77 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos cinco do que no domingo.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 25.403 casos ativos da infeção em Portugal — mais 345 que ontem — e 30.375 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 578 que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 84,5 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - uma subida face aos 79,3 de sexta-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,09 (superior ao valor de há três dias).

No território continental, o R(t) subiu para 1,10. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco da DGS
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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.194 (=) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.635, =), entre 60 e 69 anos (1.536, =), entre 50 e 59 anos (467, =), 40 e 49 anos (155 =) e entre 30 e 39 anos (44, =). Há ainda 12 mortes registadas entre os 20 e os 29 anos (=), duas entre os 10 e os 19 anos (=) e duas entre os 0 e os 9 anos (=).

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 8.952 são do sexo masculino e 8.095 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 142.629 casos, seguida da faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 126.926 casos, e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 123.830. Logo depois surge a faixa etária dos 20 aos 29 anos, com 123.618 infeções.

Desde o início da pandemia, houve 390.308 homens infetados e 467.357 mulheres, sendo que se desconhece o género de 407 pessoas.

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Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Último balanço mundial da AFP

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já causou, pelo menos, 3.797.342 mortes, desde que a doença foi identificada na China, em dezembro de 2019, segundo um balanço de ontem da AFP.

Segundo o relatório da AFP, em todo o mundo já se registaram 175.567.730 casos de infeção pelo SARS-CoV-2, que provoca a covid-19, oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia. A maioria dos pacientes recuperou, mas uma parte ainda mal avaliada mantém sintomas por semanas ou até meses.

No sábado, foram registadas em 24 horas 11.133 novas mortes e 386.822 novos casos de infeções em todo o mundo.

Os países que registaram o maior número de mortes num só dia foram a Índia (3.303), o Brasil (2.037) e a Colômbia (577).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 599.672 óbitos e 33.457.424 casos, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são Brasil, com 486.272 mortes e 17.374.818 casos, Índia, com 370.384 mortes e 29.439.989 casos, México, com 230.095 mortes e 2.452.469 casos, e Peru, com 188.443 mortes e 2.001.059 casos.

O Peru é o país que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 572 óbitos por 100.000 habitantes, e entre os países mais atingidos está também a Hungria com 310, Bósnia com 289, República Checa com 282 e Macedónia do Norte, com 263.

A América Latina e as Caraíbas totalizam 1.207.257 mortes (34.913.801 casos), a Europa 1.150.725 mortes (53.572.511 casos), os Estados Unidos e Canadá 625.586 mortes (34.858.430 casos), a Ásia 532.442 mortes (38.269.485 casos), o Médio Oriente 145.844 mortes (8.874.388 casos), a África 134.384 mortes (5.028.828 casos) e a Oceânia 1.104 mortes (50.291 casos).

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