“Quando terminar o estado de emergência e retomarmos as nossas atividades e as nossas vidas, temos de o fazer de forma diferente, mantendo muitas regras que aprendemos e aplicámos nestas últimas três semanas”, afirmou Graça Freitas na conferência de imprensa diária de acompanhamento da pandemia de covid-19 em Portugal.

Se a população deixar de observar essas regras quando for regressando ao trabalho e forem reabrindo as atividades económicas, a curva epidémica no país “vai subir porque o vírus continua a circular em Portugal, na Europa e no Mundo e o sistema de saúde vai ser submetido a uma grande pressão”.

“Nas próximas semanas e durante muito tempo” vai ser preciso manter “o equilíbrio entre a epidemia e a capacidade do sistema de saúde” à medida que a população volte à rua e a trabalhar, frisou.

Portugal conseguiu conter uma “subida rápida” do número de casos e manter a capacidade do sistema de saúde para tratar as pessoas doentes com “milhões de pessoas que adquiriram uma nova forma de estar na vida”.

Mesmo “reatando relações sociais e reavivando o tecido económico”, será tarefa dos cidadãos “observar medidas de distanciamento social, higiene das mãos e das superfícies, etiqueta respiratória e, quando se justificar, a utilização de um método de barreira” como máscaras, defendeu.

Portugal contabiliza 854 mortos associados à covid-19 em 22.797 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 34 mortos (+4,1%) e mais 444 casos de infeção (+2%).

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 200 mil mortos e infetou mais de 2,7 milhões de pessoas em 193 países e territórios.