Seis profissionais de saúde morreram por causa do novo coronavírus e cerca de 1.716 foram infetados na China. A informação foi anunciada esta sexta-feira pela Comissão Nacional de Saúde do país.

O porta-voz desta comissão, Zeng Yixin, afirmou, em conferência de imprensa, que o número de profissionais de saúde infetados está a aumentar. A primeira vítima conhecida entre os profissionais de saúde foi médico chinês que alertou publicamente para o novo coronavírus.  Li Wenliang morreu em Wuhan, a 6 de fevereiro, depois de estar vários dias internado.

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Maioria dos casos em Wuhan

Zeng Yixin, vice-ministro da Comissão Nacional da Saúde, informou que até terça-feira foram registrados 1.716 contágios, 1.102 diagnosticados em Wuhan, cidade que é o epicentro da epidemia.  Outros 400 profissionais da área da saúde foram infetados em diversos pontos da província de Hubei, da qual Wuhan é capital.

As autoridades esforçam-se para distribuir equipamentos de proteção nos hospitais de Wuhan, onde médicos e enfermeiras estão sobrecarregados pelo número cada vez maior de pacientes.  Muitos médicos de Wuhan tratam os pacientes sem máscaras de proteção adequadas ou utilizando diversas vezes o mesmo material, que deveria ser trocado com regularidade.

Um funcionário de uma clínica comunitária de Wuhan disse à AFP que ele e outros 16 colegas apresentam sintomas similares aos provocados pelo novo coronavírus.

Mais mortes

Só a província de Hubei, centro da epidemia, registou 116 mortos, nas últimas 24 horas, fixando o total em 1.318, e registou 4.823 novos casos, segundo a Comissão Nacional de Saúde.

No entanto, um comunicado emitido ao início da manhã (hora local) na China pelas autoridades de Hubei fixou o numero total de mortos na província em 1.426.

Veja em baixo o mapa interativo com os casos de coronavírus confirmados até agora

Se não conseguir ver o mapa desenvolvido pela Universidade Johns Hopkins, siga para este link.

A Comissão Nacional de Saúde informou ainda que entre os novos casos registados a nível nacional, 2.174 são graves, enquanto 1.081 pessoas receberam alta após superarem a doença. Mais de 490.000 pessoas que estiveram em contacto próximo com pacientes estão a ser acompanhadas, segundo as autoridades.

Na quinta-feira, as autoridades passaram a utilizar um novo método de contagem, que inclui "casos clinicamente diagnosticados", mas que não foram ainda sujeitos a exame laboratorial e, portanto, ausentes até agora das estatísticas. No primeiro dia após a entrada em vigor do novo método, a China reportou aumentos recorde no número de mortos e infetados.

Os atrasos no diagnóstico do vírus podem ser significativos, já que muitos pacientes aguardam até uma semana pelos resultados dos exames em laboratório, que são enviados para Pequim.

Permitir que os médicos diagnostiquem diretamente os pacientes permitirá que mais pessoas recebam tratamento, inclusive em vários hospitais construídos de raiz em Wuhan, capital de Hubei, especificamente para o tratamento de infetados com o Covid-19.

Para além do continente chinês, Hong Kong e as Filipinas reportaram um morto cada um e, embora trinta países tenham diagnosticado casos de pneumonia por COVID-19, a China responde por cerca de 99% dos infetados.

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