20 de dezembro de 2013 - 14h55

O Centro de Reabilitação do Norte (CRN), em Vila Nova de Gaia, iniciou quinta-feira a realização de tratamentos e consultas em ambulatório, devendo abrir oficialmente na primeira quinzena de janeiro de 2014, disse hoje fonte da Misericórdia do Porto.

Em janeiro, a nova unidade de saúde irá dispor de 38 camas de internamento, dez das quais destinadas a pediatria, em quartos que disponibilizarão também cama para o acompanhante das crianças, referiu a mesma fonte.

“Os serviços estão a abrir de forma faseada, até atingir a realização de 22 mil consultas anuais e, no caso do internamento, chegar às 100 camas”, acrescentou a fonte, que falava à Lusa no final de uma visita técnica de responsáveis da Administração Regional de Saúde do Norte.

O atual diretor do Serviço de Medicina Física e Reabilitação do Hospital da Prelada, Rúben Almeida, é o diretor clínico do novo centro de reabilitação e o economista Ângelo Duarte, que transita igualmente dos quadros do Hospital da Prelada, foi nomeado diretor executivo.

A Santa Casa da Misericórdia do Porto vai assumir por três anos a gestão do Centro de Reabilitação do Norte, estando prevista a transferência, aprovada em Conselho de Ministros, de 27,6 milhões de euros para o efeito.

Pronta desde julho de 2012, a obra do novo centro de reabilitação foi lançada em junho de 2010 pela então ministra da Saúde, Ana Jorge, e a empreitada apresentava então um custo previsto de cerca de 32 milhões de euros e deveria estar concluída em “22 a 24 meses”.

O centro é uma unidade que vai receber doentes de toda a região norte e que visa beneficiar os utentes portadores de défices, incapacidades e limitações de programas de reabilitação validados cientificamente.

No que se refere aos recursos humanos, o acordo assinado com o
Governo estipula que “cerca de 30 por cento do quadro de pessoal virá da
função pública. O restante pessoal será oriundo da rede da SCMP,
nomeadamente do Hospital de Prelada. Só depois é que iremos ver se há
necessidade de recrutar mais pessoal”, disse o provedor da SCMP, António
Tavares, em declarações recentes à Lusa.

Em termos de postos de
trabalho indiretos, nomeadamente para as áreas da segurança, limpeza e
restauração, a SCMP estima criar “cerca de uma centena” de empregos.

Uma
das áreas em que o CRN procurará “evoluir” será ao nível da
reabilitação cardíaca e da reabilitação respiratória, por serem “áreas
muito secundarizadas na região”, salientou António Tavares.

Outra
das apostas é fazer investigação relacionada com as patologias a que o
CRN irá dar resposta. Nesse sentido, o provedor disse que têm sido
feitos contactos com a Faculdade de Medicina do Porto e com associações
do setor, nomeadamente com a associação dos doentes com lesões medulares
e cranioencefálicas e com a associação dos enfermeiros de reabilitação.

“Vamos
procurar ter com eles uma boa parceria de cooperação, pensamos que
podemos inovar e trazer contributos positivos para este setor”,
acrescentou

Lusa

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