Os balcões de admissão e de informações das consultas externas estão encerrados, sendo que , ao início da manhã, vários utentes estavam a tentar obter esclarecimentos sobre as suas marcações, sem sucesso, enquanto outros faziam ‘check in’ nos balcões digitais.

É o caso de Pedro, ucraniano que levou a filha a uma consulta de cirurgia pediátrica mas não conseguia obter informações sobre se a consulta se ia ou não realizar. Depois de ter sido mandado a outro edifício, voltou às consultas externas onde ficou, na expectativa de serem chamados.

Uma outra utente queixou-se à Lusa de estar desde hoje de madrugada no hospital com a mãe, de 82 anos, e de ter demorado horas até conseguir obter informações sobre o seu estado, devido ao “caos” gerado pela greve, que fez com que houvesse “poucos médicos” ao serviço, referiu.

Apesar de alguns utentes terem voltado para trás depois de verem as suas consultas ou exames adiados, outros tiveram mais sorte, conseguindo saber que, pelo menos, o médico com quem iam ter consulta estava ao serviço, ainda que tivessem um tempo de espera pela frente.

Em declarações à Lusa, o dirigente regional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), adiantou que a greve no Algarve está a ter uma “adesão excelente”, que anda na média dos 70% nos cuidados de saúde hospitalares e dos 60% nos cuidados de saúde primários.

De acordo com Nuno Manjua, a greve da Função Pública, que coincidiu com o segundo dia de greve dos enfermeiros, tem causado, sobretudo, ao nível da enfermagem, constrangimentos nos serviços de internamento, urgências, Unidades de Cuidados Intensivos e blocos operatórios.

“Dependendo dos turnos, são esses os serviços em que, em média, os colegas estão a aderir mais”, referiu à Lusa, durante a manhã, na unidade de Faro do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA).

A paralisação, convocada pela Frente Comum de Sindicatos, acontece a uma semana da votação final global da proposta de Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), que prevê aumentos salariais de um mínimo de cerca de 52 euros ou de 2% para a administração pública no próximo ano.

Entre as estruturas da Frente Comum que emitiram pré-avisos de greve estão a Federação Nacional de Sindicatos dos Trabalhadores da Administração Pública, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).

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