“Está a haver um cumprimento escrupuloso das normas da DGS para o próximo ano letivo”, garantiu Rodrigo Queiroz e Melo, diretor da Associação dos Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (AEEP).

A obrigatoriedade do uso de máscaras e a higienização das mãos e espaços comuns são “pontos fundamentais da luta contra a covid-19”, que no passado ano letivo obrigou ao encerramento de todas as escolas e à consequente substituição das aulas presenciais pelo ensino à distância.

Além das normas gerais, cada direção escolar está a pôr em prática as medidas concretas que considera serem mais eficazes, mas Rodrigo Queiroz e Melo alertou que é preciso “bom senso”.

Entre as medidas pensadas estão a hipótese de desfasar os horários de entrada e saída dos alunos, criar circuitos mais fechados de circulação dentro das instalações e até suspender as competições desportivas e culturais.

A redução do tempo dos intervalos é outra das opções em cima da mesa, mas Rodrigo Queiroz e Melo reconhece que poderá trazer desvantagens para a concentração e relações sociais entre alunos.

“Tem de haver bom senso e ser razoável no momento de tomar medidas, não podemos sacrificar a saúde de uma geração. Muitos alunos vêm todos juntos no autocarro e depois quando chegam ao colégio dizemos que não se podem tocar. Assim como também não nos podemos esquecer que há muitos alunos com irmãos no colégio”, exemplificou.

A possibilidade de desdobrar as turmas parece não estar entre os planos dos colégios. Rodrigo Queiroz e Melo explicou que não existe espaço físico para ter o dobro das turmas nem professores.

No que toca às refeições, alguns estabelecimentos de ensino privado instalaram estruturas de PVC entre as mesas das cantinas para continuarem a receber os alunos, sendo que as refeições serão circunscritas para diferentes níveis de ensino.

O representante dos estabelecimentos de ensino privado lembrou ainda que “até ao momento não há nenhuma evidência (prova) de que as escolas sejam um problema”.

No entanto se a situação pandémica se agravar, o ensino deixará de ser presencial, passando a misto ou mesmo à distância, à semelhança do que está previsto para as escolas públicas.

Por enquanto, "o ano está preparado para ser presencial e vai começar com toda a serenidade", afirmou, garantindo que as escolas já têm os seus planos de contingência que serão do conhecimento dos encarregados de educação.

As aulas começam entre os dias 14 e 17 de setembro e será o regresso ao ensino presencial, depois de no passado ano letivo o Governo ter decidido encerrar todas as escolas para conter a disseminação da covid-19.

Em meados de março, os alunos foram para casa e o ensino passou a ser feito à distância.

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