As células estaminais pluripotentes induzidas são feitas a partir de amostras celulares recolhidas na pele ou no sangue. São geneticamente tratadas para regredir até à sua primeira fase de desenvolvimento, quando são indiferenciadas e podem evoluir para constituírem qualquer tipo de tecido.

A investigação da Universidade de Stanford, que por enquanto só fez testes com ratos, prevê que possam ser usadas para treinar o sistema imunitário para este atacar ou prevenir tumores.

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Quando usadas na medicina regenerativa, as células estaminais são juntas a outras proteínas para encorajar a sua especialização em tipos específicos.

"Descobrimos que são muito semelhantes, superficialmente, a células de tumores", afirmou o diretor do Instituto Cardiovascular de Stanford, Joseph Wu.

À semelhança das células cancerosas, nas células imaturas muitas vezes não ocorrem os mecanismos que servem para bloquear o crescimento anormal, o que leva a que proliferem rapidamente.

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Quando os investigadores imunizaram ratos com células pluripotentes compatíveis, "o sistema imunitário pôde ser programado para rejeitar o desenvolvimento de tumores no futuro", acrescentou.

Resposta específica à doença

O principal autor do estudo, publicado no boletim Cell Stem Cell, Nigel Kooreman, afirmou que no contexto de uma vacina, estas células desencadeiam uma resposta específica ao cancro por parte de todo o sistema imunitário".

"Uma vez alertado, o sistema imunitário ataca os cancros que se desenvolvam no corpo", indicou.

O próximo passo da investigação é estudar se a mesma reação acontece com cancros em seres humanos e células imunitárias num contexto laboratorial.

"Embora ainda seja precisa muita investigação, a ideia é bastante simples: "tiramos sangue, fazemos células pluripotentes e injetamo-las para prevenir futuros cancros", sintetizou.

Em Portugal, o número de mortes por cancro em 2016 foi de 27.900, mais três por cento do que no ano anterior, segundo resultados divulgados este mês.

Apesar de haver mais diagnósticos, a taxa de sobrevivência ao cancro está a aumentar no mundo, revela um estudo publicado pela revista "Lancet".

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