O tratamento, cujos detalhes foram publicados esta quarta-feira na revista norte-americana Science, permitiu proteger macacos do vírus da imunodeficiência símia (SIV) e de estirpes do vírus da imunodeficiência humana (VIH).

Este antivírus proporcionou uma proteção melhor do que a de todos os outros anticorpos testados até hoje, neutralizando 99% de mais de 200 estirpes diferentes de VIH-1, detalham os investigadores.

O novo agente também foi testado em células humanas em laboratório.

Estes anticorpos foram produzidos através de técnicas de engenharia genética para detetar e neutralizar múltiplos alvos infecciosos simultaneamente. "Diferentemente dos anticorpos naturais, este antivírus triplo ataca vários objetivos infecciosos através de uma só molécula", explicou Gary Nabel, cientista da Sanofi e autor principal deste artigo.

"Este enfoque tem o potencial de melhorar a proteção contra o VIH e é também uma base para novos tratamentos contra o cancro e doenças autoimunes e infecciosas", disse o investigador.

Porque é tão difícil combater o VIH/Sida?

Até agora, a multiplicidade genética do vírus do VIH/Sida, que é variável em todo o mundo, tornou difícil a produção de uma molécula capaz de combater a pandemia de forma eficaz.

No entanto, este novo antivírus agora revelado promete ser uma solução e a revolução no tratamento da doença. Está previsto que um ensaio clínico de fase 1 comece em 2018 no Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID), parte dos NIH.

Os testes serão feitos em voluntários saudáveis e em pessoas infetadas com o VIH/Sida e deverão determinar a segurança e eficácia da nova molécula.

Veja ainda: Os 16 sintomas mais comuns do VIH/Sida

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